Desta vez foi um castigo a derrota da Ponte Preta

Ituano vence com gol de pênalti no último minuto

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Confira abaixo o texto da vitória do Guarani sobre o Novorizontino.

Foi um castigo a Ponte Preta ter sido derrotada aos 53 minutos do segundo tempo para o Ituano por 2 a 1, na noite deste domingo.

A malha de marcação pontepretana - com abrangência de meias e atacantes que se multiplicaram na função - procurou fazer o impossível para ajudar a equipe a escapar da derrota em Itu, mas quando a maré não ajuda só resta lamentar.

Praticamente no último lance de partida, bola alçada à área da Ponte foi resvalada no braço estendido do zagueiro Rayan, improvisado na lateral-esquerda, e o pênalti marcado foi convertido pelo atacante Fernandinho.

Se em partidas contra São Caetano e Inter de Limeira foram justas as críticas pelo fraco rendimento do time pontepretano, agora, considerando-se naturais limitações técnicas dos jogadores, tem-se que reconhecer que desta vez transpiraram bem mais, principalmente após a infantilidade do lateral-esquerdo Yuri no lance que provocou a sua expulsão.

Descabido, no chão, desferir pontapé nas partes baixas do atacante Branquinho, do Ituano, aos 38 minutos do primeiro tempo.

RAYAN

Se antes disso a Ponte já não tinha proposta franca de propor o jogo, a opção pela saída do centroavante Paulo Sérgio para resguardar a defesa, com a entrada do zagueiro Rayan, foi claro indício de tentativa de sustentação de empate na partida.

GOL RELÂMPAGO

Em lance de bola parada, no primeiro minuto de partida, os zagueiros Mateus e Mancini, do Ituano, foram à área pontepretana e tiveram participação direta no lance de gol, após bola cruzada da direita.

Primeiro o zagueiro Luizão perdeu a disputa para Mancini; depois quando Mateus aproveitou bola espirrada para finalizar e marcar.

A escalação de Apodi no ataque trouxe resultado prático ao time pontepretano.

Nove minutos depois, na primeira vez que a Ponte chegou ao ataque, empatou através de conclusão dele, após receber passe de Paulo Sérgio e deslocar o goleiro Pegorari, em bola fraca e supostamente defensável.

ATAQUE X DEFESA

Se o volume de jogo do Ituano era maior de que aquele da Ponte Preta, evidente que a expulsão de Yuri exigiu que o time campineiro retraísse ainda mais e oferecesse campo para o Ituano atacar, porém sem jogadores criativos que pudessem fazer a diferença.

Assim, a maioria das jogadas ofensivas do time de Itu se desenvolvia pelo lado esquerdo, em erro claro de postura tática, visto que do lado direito haveria melhores possibilidades de êxito, pois o improvisado zagueiro Rayan estava na lateral-esquerda.

Coube ao Ituano rodar a bola de uma beirada a outra do campo, mas se esbarrando na marcação centralizada da Ponte, ou sem êxito nos cruzamentos.

Isso se desenhou até o fatídico lance de bola tocada no braço de Rayan, que resultou na terceira derrota consecutiva dos pontepretanos.

FÁBIO MORENO

Desta vez não cabem críticas ao treinador Fábio Moreno.

A postura da equipe de se resguardar defensivamente, para na sequência tentar construção de jogadas em contra-ataques, na velocidade, foi válida, considerando-se as limitações da equipe e o estado emocional dos jogadores.

Foi, na prática, confissão de que hoje usa-se as armas que se dispõe.

Substituição de Camilo teve validade por dupla razão: primeiro porque não tem convencido. Depois, a escolha por Bruno Michel, visava velocidade nos contra-ataques.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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