Quando se projeta que agora a Ponte Preta vai, ela volta à velha estaca

Macaca perde para o Santo André por 1 a 0

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Abaixo tem o comentário da vitória do Guarani sobre o Botafogo por 1 a 0.

Quem se julga o 'rei da cocada preta' para 'palpitar', quando a bola rola, toma cada drible de cair de costa.

Saudoso e sábio Neném Prancha já dizia há décadas & décadas que 'futebol é uma caixinha de surpresa'. E como é!

De repente avaliou-se como progresso o primeiro tempo da Ponte Preta diante do Novorizontino, exatamente porque a bola saía coesa da defesa e em segundos chegava ao ataque, contrastando à morosidade de outros tempos.

Vamos nos prender apenas àquele primeiro tempo, pois no segundo o Novorizontino adiantou a marcação e a Ponte foi asfixiada em seu campo de defesa, naquele empate por 1 a 1.

Como cada jogo tem a sua história, há adversários que colocam em prática forte marcação atrás da linha da bola, como fez o Santo André na noite desta quinta-feira, em Campinas.

Pronto. Já foi o bastante pra se colocar em xeque suposta evolução do time pontepretano, após esta derrota por 1 a 0 para o Santo André.

LUIZÃO

Lesão do zagueiro titular Ednei precipitou retorno ao time de Luizão, à posição.

Aí o time retomou ao reprovável estilo de morosidade na saída de bola, pois o seu parceiro Ruan Renato e volante Dawhan incorporam ao vício de passes laterais e sucessivos recuos de bola.

Ora, se o principal objetivo do Santo André seria se resguardar para não ser surpreendido, a falta de verticalidade da Ponte Preta seria tudo que ele pretendia.

Assim, ao desarmar jogadas, seus jogadores poderiam optar por esporádicos contra-ataques, com objetivo de surpreender a Ponte Preta.

SANTO ANDRÉ 1 A 0

Dito e feito. Aos 16 minutos do segundo tempo o meia Gegê acertou na mosca um tirambaço do 'meio da rua', com o goleiro Luan, da Ponte Preta, avançado.

Calma. A culpa não foi só dele. Luizão ficou olhando o adversário imaginar o que faria, quando o recomendável seria encurtar a distância no combate direto.

Assim estava atingido o objetivo do Santo André de chegar à vantagem de 1 a 0, que só precisaria ser administrada, como foi.

Todavia, em dois descuidos de seu miolo de zaga, em lançamentos em profundidade, a Ponte teve chances de até ter virado o placar.

GOLS PERDIDOS

Primeiro aos 18 minutos, quando o atacante Paulo Sérgio, recuado, lançou Apodi, que se assustou quando ficou na cara do gol.

Dois minutos depois, em inversão de papeis, foi o atacante Moisés quem lançou o meia Renan Motta, que frente a frente com o goleiro Fernando Henrique conseguiu 'penar' a bola.

Chances por chances, coloquem na conta de Fraga e Fernandinho, do Santo André, que inacreditavelmente perderem gols feitos em contra-ataques.

Logo, no quesito oportunidades desperdiçadas, as equipes se igualaram, até porque quando Apodi lançou Paulo Sérgio em boas condições, ele se precipitou ao chutar a bola em cima de um adversário.

RENAN MOTTA

Se durante o primeiro tempo o meia Renan Motta teve posicionamento mais como organizador, na base do toque de bola, acertadamente se adiantou no segundo tempo e pisou na área adversária.

Ele deu mostras que vai atingir o devido encaixe na equipe quando estiver mais entrosado com os companheiros.

Outra preocupação básica da equipe é oscilação de jogadores.

Quando se esperava que Moisés, após atuação convincente diante do Novorizontino, mantivesse regularidade, oscilou pra baixo. Se embaraçou na maioria das vezes e perdeu jogadas.

PEDRINHO

Oscilações são admissíveis num garoto como Pedrinho, que diante do futebol de choque do Santo André sucumbiu.

Presença efetiva do atacante Paulo Sérgio, na área adversária, raramente foi vista. Em uma das ocasiões, perdeu a dividida com o goleiro Fernando Henrique.

Portanto, desafios para ajustes da equipe estão aí aos montes para o treinador Fábio Moreno, que nesta quinta-feira não pode contar com o meia Camilo, que testou positivo para a Covid-19.

E o próximo desafio da Ponte será o Corinthians, por sorte desfalcado, igualmente pela disseminação do vírus em jogadores.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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