Partidarizar paralisação do futebol é doído

Mesmo com protocolo reforçado, Paulistão continua parado

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Observem atentamente posturas de vários formadores de opinião que se posicionam favoráveis à paralisação do futebol no Estado de São Paulo.

Parte considerável diz se escorar na ciências, justifica estar amedrontada com o crescente índice de mortalidade por Covid-19 nas últimas semanas, mas vê-se também que alguns politizam a discussão, e não me venham dizer que estou vendo fantasma.

Certos formadores de opinião, esquerdistas de carteirinha, têm ódio mortal do presidente Bolsonaro.

O que tem a ver uma coisa com outra?

Tudo a ver.

A postura inicialmente equivocada de Bolsonaro ao dar de ombros à Covid-19 continua como combustível para ataques a tudo que ele seja favorável.

Se Bolsonaro ainda se manifesta contra o fecha-fecha, e o futebol insere-se neste contexto, aí uns e outros propositalmente misturam estação, não perdem a oportunidade de evocar a ciências, e até se alinham à postura do governador João Dória, mesmo torcendo o nariz para atos dele fora da pandemia.

NOVOS PROTOCOLOS

Esses mesmo formadores de opinião não recuaram um milímetro de suas posições, mesmo com indubitável reforço de segurança nos protocolos de saúde, que a Federação Paulista de Futebol apresentou ao Ministério Público estadual.

Se até então o atleta voltava à sua casa após os treinos, a proposta agora foi confinamento. Isolamento em hotéis ou centro de treinamentos.

Risco de contaminação inexiste?

Claro que não. Convenhamos que é infinitamente menor, comparável aos abusos por aí, que implicam em desenfreada propagação do vírus.

Qual o risco de contaminação se o deslocamento do atleta passaria a ser do gramado à concentração?

Se antes se submetiam a dois testes para diagnóstico do vírus, agora a testagem seria basicamente dia sim, dia não.

Aqueles penetras em dias de jogos receberam o 'cartão vermelho'. Logo, apenas os tidos como imprescindíveis seriam admitidos no gramado.

TURMA DO CONTRA

Mesmo assim, a turma do contra continuou insensível.

Pior: ainda contesta o pessoal favorável que a bola volte a rolar imediatamente. Criticam-nos de insensíveis e desumanos.

Tudo bem. Se metaforicamente o poste mija no cachorro, não se surpreenda com mais nada.

Está se cumprindo Apocalipse, a última carta da Bíblia.

INFORMACÃO

Coluna Informacão deixou de ter periodicidade semanal.

Todavia, quando atualizada, como agora, vem recheada de fotos que mostram o compartamento animal, por vezes mais receptível de que o humano.

Coluna continua acessada a partir do link Anda Campinas.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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