Guarani está iluminado mesmo quando não rende o imaginável

Renanzinho marca gol da vitória nos acréscimos

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Quando um time de futebol recebe as bençãos do céu, o errado dá certo. O goleiro Gabriel Mesquita, do Guarani, já encenava lesão para fazer cera, após socar a bola e atingir o próprio companheiro no final da partida contra o Paraná Clube. Quando tudo indicava registro de empate por 1 a 1, eis que numa escapada do Guarani pela direita, o meio-campista Rickson serviu Renanzinho livre na pequena área, aos 49 minutos do segundo tempo. Assim, ele só empurrou a bola à rede e determinou a vitória bugrina por 2 a 1, na tarde desta terça-feira, em Curitiba.

Foi um jogo em que o Guarani mostrou o estilo de forte marcação, até com abuso de faltas duras que resultaram em cartões amarelos, que determinaram suspensão de Bidu Romércio e Crispim para o próximo jogo contra a Chapecoense, em Campinas.

Presença ofensiva do Guarani foi aquém de partidas anteriores, mas prevaleceu o bordão criado pelo saudoso atleta e analista de futebol Eli Carlos, quando citava que 'o certo é que dá certo'.

CONCEIÇÃO

Foi um dos raros jogos de vacilo do treinador Felipe Conceição nas mexidas da equipe, mas o errado deu certo.

Errou quando precipitadamente sacou o meia Lucas Crispim, que havia recebido o terceiro cartão amarelo, e por isso terá que cumprir suspensão automática contra a Chapecoense.

De certo Conceição imaginou dar ritmo de jogo para Rickson, substituto eventual do titular, mas o atleta entrou mal no jogo até ter sido partícipe da jogada decisiva da partida.

MURILO RANGEL

E sem Crispim, o Guarani havia perdido o meio de campo, visto que o meia Murilo Rangel havia cansado e só foi substituído aos 43 minutos do segundo tempo.

Quando da maior presença ofensiva do Paraná no segundo tempo, foi correto o raciocínio de Conceição ao optar pela entrada de Renanzinho para puxar os contra-ataques, mas na mudança, aos 16 minutos, o esperado seria a saída de Giovanny, àquela altura com queda de rendimento. Todavia a opção foi sacar o atacante Bruno Sávio, que se movimentava mais, e o equívoco foi mascarado pela vitória.

PRIMEIRO TEMPO

Embora durante o primeiro tempo o Guarani tivesse maior posse de bola, não havia conseguido traduzir o volume em real oportunidade, exceto em cabeça de Júnior Todinho logo aos sete minutos.

O gol do lateral-esquerdo Bidu, aos 32 minutos, tem que ser atribuído a falha do goleiro Alisson, do Paraná, pois o chute foi defensável.

Afora isso, o chute de Murilo Rangel com a bola chocando-se contra o poste esquerdo do goleiro Alisson foi de longa distância, em cobrança de falta com leve toque de Crispim para ajeitar a bola.

Já o Paraná, intranquilo e errando sucessivos passes, sequer chegou perto do goleiro bugrino Gabriel Mesquita.

ATÉ OS 13 MINUTOS

Na volta do intervalo viu-se um Guarani diferente com duas chances reais criadas.

Aos 40 segundos, ao ser lançado, Crispim poderia ter concluído a jogada, mas preferiu o passe para Todinho, que havia passado da bola e desperdiçado.

Aos treze minutos Todinho foi fominha num contra-ataque pela direita e chutou a bola para fora, sem a perceção de que Bruno Sávio estava livre na área para marcar.

VACILO DE ROMÉRCIO

Depois disso o Paraná passou a ter mais presença ofensiva, porém chegou ao empate em lançamento do zagueiro Fabrício e hesitação do zagueiro Romércio. Disso se aproveitou o atacante Wanderson para chute indefensável e assim empatar a partida.

Nos pés do atacante Bruno Lopes o Paraná teve duas chances para virar o placar, mas não soube aproveitá-la. E quando a partida encaminhava para o empate saiu o gol de Renanzinho, decisivo à vitória bugrina.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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