Que reponham a vaga de João Paulo com um ponta-de-lança à Ponte Preta

Meia deixa elenco pontepretano para atuar no Fortaleza

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Foto do site oficial da Ponte Preta
Foto do site oficial da Ponte Preta
Abatido pelo cansaço de quem pegou no machado como lenhador a tarde toda desta segunda-feira, justifico que só me recompus na manhã desta terça-feira.

E retomando ao 'batente' - este mais leve - , o assunto principal no futebol campineiro, e predominante nas redes sociais, é o desligamento do meia João Paulo da Ponte Preta.

Aí o parceiro jornalista Elias Aredes Júnior coloca no programa esportivo da Rádio Brasil-Campinas a pergunta se a Ponte Preta deve buscar outro jogador para a posição.

Minha resposta foi incisiva: buscar aonde e quem?

Veio à memória o futebol destacado do meia Claudinho, revelado pela Ferroviária na última Copa São Paulo, e ratificado ao longo do Paulistão.

Pra não 'comer bola' pesquisei o destino de Claudinho e soube que integra o elenco do Cruzeiro.

Bons meias na Série B do Brasileiro estão empregados. Élvis, ao sair do Oeste, deu sopa e o Cuiabá tratou de contratá-lo.

Alê não ficou no Cuiabá no final do ano passado e o América Mineiro se apressou em buscá-lo.

Marcinho do Sampaio Corrêa é sinônimo do meia bom e barato que só gente antenada no futebol detectaria, e a cartolada do time maranhense observou.

JOGAR AVANÇADO

Tenho repetido 'centas' vezes o inadmissível posicionamento de João Paulo no time pontepretano, como meia que apenas dá tapas na bola na zona morta do campo.

Treinador Marcelo Oliveira deveria cobrar dele posicionamento avançado, perto da área adversária, pois ali ele poderia ser contundente. Em última análise sofrer falta que ele mesmo poderia converter.

Teria o treinador feito exigência e o atleta descumprido?

Se fez, não usou de sua autoridade, enquanto comandante, de sacá-lo do time.

CORRIA

Portanto, o problema de João Paulo nas últimas partidas era posicionamento. Ninguém pode insinuar que não estivesse correndo.

Corria, mas corria errado, por vezes desempenhando até a função de um segundo ou terceiro volante.

Já que os dirigentes falam em reposição de peça, que tragam um ponta-de-lança, o antigo meia-direita, que jogue mais próximo do centroavante, até porque falta alguém, neste time pontepretano, com capacidade para criar jogadas quer para Matheus Peixoto, quer para Orobó.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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