Futebol e política, um mundo sem freio para o mal feito

Em ambos segmentos prevalece a safadeza

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Abaixo produção de uma coluna alusiva aos 59 anos de fundação do Esporte Clube Bela Vista, um dos mais tradicionais clubes amadores de Campinas, aniversariante neste 15 de novembro.

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Futebol e política têm algumas coisas em comum, a principal delas é o cenário em que campeia safadeza, mentiras e corrupção.

No futebol, há que se esclarecer que o quadro não deve ser generalizado. São vários dirigentes honestos e respeitosos.

Todavia, enquanto torcedores se agonizam com derrotas e campanhas negativas de seus clubes, são incontáveis os cartolas sem o menor pudor, que mantém em cargos remunerados gente incompetente, que traz prejuízos aos clubes.

Por que isso?

Parte significativa confunde amizades com negócios, coisa inadmissível na iniciativa privada.

Assim participam de relacionamento espúrio e são partícipes do mal feito.

Louvado seja o torcedores por desconhecer a fundo os meandros do futebol.

Se conhecesse, aquele amor que parecia eterno poderia sofrer doloroso rompimento.

ELEITOR MANIPULADO

Na política, pior ainda. Manobras são feitas na cara do freguês - caso do eleitor -, sem que ele se dê conta disso, ou então propositalmente se torna conivente pra que seja partícipe do bolo.

Vê-se claramente o candidato - véspera de eleição - apresentar propostas inexequíveis para o momento recessivo do país, e o eleitor acaba manipulado.

FINANCIAMENTO PÚBLICO

Congresso Nacional optou por financiamento público de campanha em eleições, com finalidade de frear gastos abusivos de candidatos a cargos majoritários.

Todavia, na prática se vê dinheiro saindo pela janela para campanhas milionárias, o que faz crer que caixas 2 e 3 foram incorporados à empreitada.

Aí, marqueteiros de plantão se encarregam de completar o serviço que atinge em cheio o incauto eleitor.

No futebol, mesmo que conselhos deliberativos sejam atuantes, falcatruas de caixa 2 e acordões com gente do meio acobertam o mal feito.

Na política, quem sabe dentro de uma década o eleitor vai aprender a ter o devido zelo pelo direito cível de escolher quem de fato merece representá-lo.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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