Está demorando para o treinador Marcelo Oliveira enxergar o óbvio na Ponte Preta

Correção de defeitos são demoradas

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

A gente não é treinador de futebol. Apenas observa características de jogadores e aponta eventuais correção que deveriam ser procedidas por treinadores que ganham altos salários e não fazem.

Ora, aquela troca de bola desnecessária de zagueiro central para quarto-zagueiro e vice-versa na Ponte Preta já deveria ter sido alertada pelo treinador Marcelo Oliveira, para que seja evitada, mas não foi.

JOÃO PAULO

Treinador Marcelo Oliveira
Treinador Marcelo Oliveira

Aquela postura do meia João Paulo apenas dando 'tapa' na bola na zona morta do campo é um desperdício pra quem poderia jogar mais próximo da área adversária, com capacidade de drible pra clarear a jogada.

Teria Marcelo Oliveira pelo menos tentado a correção?

Se tentou há desobediência do jogador, que teria que acatar a determinação, ou então ser sacado do time.

De que adianta escalar dois atacantes de beiradas e dois meias, se na prática não se vê triagulações pelos lados do campo.

Essas triangulações são trabalhadas em treinos? Se são, por que não são vistas em jogos?

APODI

Seria muito perder uns vinte minutinhos em cada treino para que Apodi ensaie cruzamentos?

Ele até chega ao fundo de campo, mas os cruzamentos são deploráveis. Ora, não dá pra melhorar?

BRUNO RODRIGUES

O atacante Bruno Rodrigues tem um vício que treinadores que passam pela Ponte não se atentam para correção.

Quase todas as bolas que recebe pelo lado esquerdo do campo, desnecessariamente ele faz o breque, pra imaginar como vai fazer a diagonal.

Ora, ao receber o passe, por que não dá continuidade na jogada sentido vertical, e em velocidade?

Várias vezes observava-se que marcação é na base do um contra o um, mas ao fazer o breque e perder preciosos segundos, dá chances de recomposição de outros jogadores adversários para a marcação.

É difícil tirar esse vício antigo do jogador, senhor Marcelo Oliveira?

CENTROAVANTE

Quer seja com o lesionado Orobó, quer seja com Matheus Peixoto, o time da Ponte Preta não joga em função do centroavante.

Não são clareadas jogadas para que possam defini-las.

E agora, quando se vê a Ponte fazer jogadas de fundo de campo - provavelmente reflexo de treinamentos - Oliveira deixou o cabeceador no banco, caso de Matheus Peixoto, que entrou na partida, e por pouco não marcou gol de cabeça, a sua especialidade.

São detalhamento de ajustes necessários a serem feitos, e tem gente que insiste em dizer que é preciso dar tempo para o treinador conhecer o elenco.

Ora, se ficarem dando tempo para que ele identifique características de cada jogador, o Campeonato Brasileiro da Série B - galopando como está - provavelmente não dará tempo pra que ele enxergue o óbvio.

OUTRAS COLUNAS

Estão no ar duas colunas agregadas ao blog, ambos com conteúdo ligados ao ex-zagueiro Marinho, que jogou em grandes clubes e no futebol de Campinas.

Perfil do atleta a nível nacional está postado em áudio no quadro Memórias do Futebol.

O Marinho que jogou inicialmente no Guarani e depois na Ponte Preta é assunto para a coluna doméstica Cadê Você.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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