Torcedores de organizadas já perderam todos os limites

E não escolhem local para protestos e ameaças. É hora das autoridades, esportivas e policiais, agirem com rigor

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES
Três colunas agregadas ao blog foram atualizadas.

Em Cadê Você, o focalizado é o ex-zagueiro Preto, com passagens por Guarani e Ponte Preta, na primeira década do século.

Fosse hoje, com o racismo 'marcado sob pressão', Preto seria identificado como Marco Antonio, nome de registro de cartório.

No áudio Memórias do Futebol, o personagem é o ex-goleiro Wagner, campeão brasileiro pelo Botafogo (RJ).

Informacão, acessada no link Anda Campinas, está atualizada com curiosa foto de cachorro tentando acompanhar o sorriso de uma criança.
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JOGADORES AGREDIDOS

Há tempo torcedores de organizadas ignoram os limites de tolerância, e continuam cavando espaço na agenda negativa do futebol.

Não bastassem facções se digladiarem nas esquinas da vida, com registros de dezenas de mortes, há algum tempo eles têm extrapolado com ameaça a jogadores, membros de comissão técnica e dirigentes de clubes.

E não escolhem local para protestos e ameaças.

Ficam a espera de chegadas de delegações de clubes em aeroportos, se aproximam de hotéis durante regime de concentração dos atletas, e priorizam manifestações defronte estádios e centros de treinamentos.

De 'palavras de ordem' eles passam a ataques com pedras e outros objetos, o que exige reforço das equipes de segurança dos clubes, para que sejam evitados contato com atletas.

FIGUEIRENSE

Assim, já se previa que dia mais, dia menos, a coisa ultrapassaria os limites.

Técnico Elano
Técnico Elano

E aconteceu sábado passado em Florianópolis, quando um grupo de cerca de 40 torcedores invadiu o gramado do estádio Estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense, para perseguir atletas durante treinamentos comandado pelo treinador Elano.

Na confusão generalizada, jogadores foram agredidos e o fato ganhou repercussão internacional.

TORCEDORES BUGRINOS

Na quarta-feira passada torcedores bugrinos desconsideraram o período de quarentena e foram protestar defronto ao Estádio Brinco de Ouro, devido à má campanha da equipe no Brasileiro da Série B, até então.

Parte deles ainda incorreram no péssimo exemplo de se aglomerarem sem uso de máscaras.

Ora, até entendia-se a aflição dos torcedores por causa de frequentes derrotas, mas convenhamos que providências práticas foram tomadas, com mudança de comissão técnica e chegada de reforços, como Murilo Rangel e Alanzinho.

Logo, não cabia a pecha de diretoria bugrina omissa.

Era caso de se aguardar o andar da carruagem pra se constatar se o futebol do clube teria outro rumo.

O Guarani reagiu na competição, com vitória sobre o Operário, e claro está que arestas na equipe ainda precisam ser aparadas, mas não será através de descabida cobrança de torcedor que as coisas vão se encaixar.

É esperar a sequência de trabalho do treinador Ricardo Catalá, que de certo ainda vai pedir reforços.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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