Carpini errou sim, mas quem construiu essa base do Guarani foi ele

Carpini errou sim, mas quem construiu essa base do Guarani foi ele

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Thiago Carpini
Thiago Carpini

Tombos reservados pela vida provocam arranhões. Então, que o treinador Thiago Carpini, do Guarani, saiba fazer o indispensável curativo da 'esfolada' em uma semana e siga em frente.

Que errou na elaboração da equipe para enfrentar o Botafogo, até o entendedor mediano sobre futebol já constatou.

Deveria, sim, ter colocado em campo a força máxima do elenco naquela ocasião. Assim, o caminho poderia ser encurtado para obtenção de vantagem no placar, e posteriormente administrá-la.

A noite do jogo contra o Botafogo deve servir de divisor na curta carreira dele como treinador, pois errou em substituições, na postura de centralizador de decisões, e de certo deve ter confessado as trapalhadas aos espinhos do travesseiro.

EXTRAPOLAR

Daí a pressionarem-no pela eliminação do Guarani do Paulistão é extrapolar.

O futebol do Guarani só é o que é porque o construtor de uma filosofia que passa longe de riscos em competições chama-se Carpini.

Ou esqueceram que até com Roberto Fonseca, treinador com anos de estrada, o time sucumbiu?

Não nos esquecemos que ao sucedê-lo Carpini descobriu o caminho das pedras para tirar o Guarani de infindáveis erros de passes e desorganização em campo.

Colocou em prática aproximação dos jogadores e valorização de posse de bola.

Isso passou até por irritante lentidão e recuo excessivo de jogadas, para se evitar o desperdício.

REBAIXAMENTO

E quanto o Guarani gastou para se salvar do iminente rebaixamento da Série B do Brasileiro de 2019?

Mínimo indispensável.

Na implementação para esta temporada, erro de avaliação de contratados foi mínima. E o tempero em campo, antes da pandemia, foi aceitável.

Logo, Carpini, treinador na trilha de aprendizagem, erra.

Sem ele, no entanto, com o atual elenco, a projeção natural seria de estágio da equipe aquém das expectativas do torcedor bugrino.

Logo, cabem críticas sim aos erros do profissional, mas massacre, como se vê nas redes sociais, é um absurdo.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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