Até na definição através dos pênaltis Guarani e Ituano erraram muito

​Até na definição através dos pênaltis Guarani e Ituano erraram muito

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Crédito: David Oliveira/Guarani
Crédito: David Oliveira/Guarani

Nem de longe o atual Guarani lembra aquele time que precedeu a pandemia do coronavírus. A classificação à semifinal do Troféu do Interior, no confronto com o Ituano, ocorreu através de cobranças de 30 pênaltis, onze deles convertidos por bugrinos e dez pelo Ituano. Isso após empate por 1 a 1 em tempo normal, em jogo na tarde/noite desta quarta-feira, em Osasco.

O Guarani só jogou enquanto o Ituano não quis propor o jogo nos primeiros 15 minutos.

Foi quando teve domínio da partida, chegou ao gol através do atacante Waguininho aos cinco minutos, e seis minutos depois, em recuo de bola errado do volante Marcos Serrato do Ituano, o atacante bugrino Júnior Todinho chutou a bola para fora.

Depois disso o Ituano entrou no jogo, explorou a fragilidade de marcação dos volantes Eduardo Person e Artur Rezende, para rodar a bola, se aproximar da área bugrina, mas sem capacidade de penetração, visto que o volante Deivid coadjuvava os zagueiros.

Assim, em contra-ataque, o Guarani poderia ter ampliado quando Waguininho driblou o zagueiro Suéliton, serviu o atacante Júnior Todinho, que foi travado na finalização. Nova chance quando Serrato voltou a errar, Lucas Crispim finalizou mal, longe da meta adversária.

QUEDA COM SUBSTITUIÇÕES

O que não estava bom para o Guarani ficou pior quando o treinador Thiago Carpini optou por substituições no transcorrer do segundo tempo.

Se reconhece-se o bom passe de Eduardo Person no lance que originou o gol de Waguininho, depois disso ele não tomou bola de ninguém e abusou de erros nos passes.

Logo, registra-se acerto quando foi sacado. Eis a questão: por que não se optar pela entrada de Ricardinho, em vez de Marcelo?

Se Lucas Crispim era outro jogador apagado, a probabilidade de o volante Lucas Abreu substitui-lo com vantagem era coisa descartada.

Dito e feito. E Ricardinho, no banco, assistindo essa perseguição injustificável.

Waguininho era o atleta mais regular na equipe bugrina até se cansar e ceder lugar para o inoperante Renanzinho.

O mesmo ocorreu na troca de Todinho pelo atacante Elias Carioca, que só acrescentou em campo quando requisitado para cobranças de pênaltis.

BIDU

Aquele fluxo de jogadas do Guarani pelas beiradas do campo praticamente inexistiu.

Lateral Pablo até mostrou disposição, sem contudo convencer.

Bido, sem que tivesse a quem marcar, foi discretíssimo, desfazendo-se da bola, em vez da habitual confiança em jogada pessoal.

Assim, com o Guarani bem abaixo de suas possibilidades, deu chances ao Ituano buscar o empate, que ocorreu em erro de Renanzinho na disputa com Gabriel Barros, que ganhou a jogada, finalizou e marcou aos 29 minutos do segundo tempo.

Portanto, num futebol pobre de ambos os lados, ficou apropriado o destino de classificação através de cobranças de pênaltis.

Aí, no excesso de erros dos batedores, o Ituano foi pior de que o Guarani.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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