Presidente do Guarani não se arrepende de ter provocado aglomeração no dérbi

Presidente do Guarani não se arrepende de ter provocado aglomeração no dérbi

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Ricardo Moisés
Ricardo Moisés

Quem supunha que o presidente do Guarani, Ricardo Moisés, tivesse se arrependido ao conclamar torcedores bugrinos para que se aglomerassem ao redor do Estádio Brinco de Ouro, por ocasião do dérbi campineiro de março com portões fechados, saiba que ele citou não ter se arrependido de absolutamente nada.

A revelação foi feita após eu ter enviado exatamente esta pergunta em live com participação do dirigente no Canal Esportes Online comandado pelo radialista José Henrique Semedo, na noite desta quinta-feira, com transmissão ao vivo pelo facebook.

Às vésperas daquele dérbi, a Federação Paulista de Futebol havia permitido realização do jogo com acesso ao público, através de torcida única, visto que a proibição tinha abrangência apenas na Capital.

“No sábado, antevéspera de nosso jogo, a Inter jogou em Limeira contra o Palmeiras com público”, destacou Moisés.

SECRETÁRIO DE SAÚDE

Diferentemente disso, o secretário de Saúde da Prefeitura de Campinas, Cármino de Souza, atendeu pedido do Ministério Público e determinou jogo com portões fechados, fato que provocou revolta do dirigente bugrino à época, e até com ameaças.

“Cerca de dez mil torcedores bugrinos vão abraçar o Estádio Brinco de Ouro, porque não aceitam jogo com portões fechados”, desafiou o dirigente na ocasião.

Aquela incitação induziu bugrinos ao comparecimento maciço ao estádio, provocando aglomeração.

Todavia, a versão de Moisés é que na ocasião não existia transmissão do coronovírus e ingressos haviam sido vendidos.

“Entendemos que aquela decisão do secretário teria sido prematura, que prejudicaria ao Guarani em véspera de eleição”

E foi além ao acusar ingerência da Ponte Preta para que tomassem a decisão de jogo com portões fechados.

“Também tomamos conhecimento que naquele final de semana - sábado e domingo - foram realizadas festas, eventos e shows com mais de três mil pessoas em Campinas. Por que apenas o nosso jogo teria que ser realizado sem público?”

PROVOCAÇÕES

O dirigente também elencou provocações que partiram da Ponte Preta para acirrar os ânimos.

“Falaram em churrasco pós-dérbi. O Tiãozinho (presidente Sebastião Arcanjo, da Ponte) disse que o Guarani iria tremer. Aí a gente teria que bater na mesa e impor respeito”.

Passada aquela etapa, agora Moisés defende a realização do 'dérbi da paz', e alega já ter encaminhado a proposta ao mandatário pontepretano.

Também aproveitou a ocasião para repudiar torcida única em dérbis.

VOLTA DO PAULISTÃO

Ricardo Moisés revelou ainda que os 16 clubes que integram o Paulistão assinaram documento como direito de garantia para prosseguimento da competição, a fim de que recebam o último parcelamento da cota da televisão.

Como a empresa Magnum ingressou com pedido na Justiça Trabalhista para bloqueio do pagamento mensal de R$ 350 mil destinado ao Guarani, durante três meses, o dirigente já se prepara para negociação.

“Acordo poderia prever reduzir metade do valor do pagamento, ou acerta-se um mês e pula o outro”, sugeriu.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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