No cenário político, tem coisas estranhas no ar

No cenário político, tem coisas estranhas no ar

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Já que aquele punhado de bolas continua estocado em sacolão, dou-me folga para assuntos do futebol e revisto-me de crítico de assuntos gerais, preferencialmente o cenário político, que domina o cotidiano.

Portanto, cabe-me fazer três observações.

Lideranças partidárias da Câmara dos Deputados manobraram covardemente e tiveram endosso da mesa diretora daquela casa pra não acatar o destaque apresentado pelo deputado gaúcho Marcel Van Hatten (Partido Novo), que propunha destinação dos R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral ao Ministério da Saúde, para o combate ao coronavírus.

De certo isso você não viu com destaque na mídia. Também não viu cobrança enfática ao presidente Rodrigo Maia (DEM) para que o destaque fosse à votação, pois do contrário os parlamentares teriam que se expor no voto aberto, e sofreriam desgastes.

Pois essa gente que se faz de surdo e cego você votou em outubro passado.

Já que a vida representa eterno aprendizado, risque de seu caderninho essa gente que sequer tem índole.

CRÍTICAS PAGAS

Entende-se por democracia livre manifestação, por mais esdrúxula que possa parecer.

Talvez você tenha estranhado pessoas desconhecidas ocuparem espaço publicitário de seu facebook, para uma onda de críticas contra o presidente Bolsonaro.

Até de o indivíduo se manifestar no conjunto de seu grupo de amigo, coerente ou incoerentemente, é aceitável.

Convenhamos que pagar - através de informe publicitário - para atingir universo maior de pessoas é no mínimo esquisito, pra não citar outra coisa.

Sabe-se lá quem está por trás disso. Repito que pessoa física comprar espaço para crítica política é coisa que não cheira bem. Seriam 'laranjas'? Seria movimento orquestrado sabe-se lá por quem?

CPMF VEM AÍ?

Com o pânico do coronavírus, é praxe mandarem as pessoas ficar em casa, independentemente da faixa etária e se gozam de plena saúde.

Risco de iminente desemprego obrigou o governo federal antecipar-se à crise e socorrer parcialmente os mais afetados.

Desdobramento inevitável disso será um rombo sem precedentes nos cofres públicos, mas totalmente compreensível.

O que vem por aí quando esse verme 'bater asa' e fizer parte do passado?

Sabe aqueles 'percentuaiszinhos' que você deixava em cada operação bancária nos tempos do governo FHC?

Sim, o caminho natural é que você volte a ser confiscado, ou ainda tem dúvidas de que a CPMF será recriada?

Não pensou nisso, né?

Claro que pelo inoportuno momento ninguém vai antecipar mais um imposto, mas certamente será uma alternativa pra compensar o rombo avassalador nas contas do governo federal.

Medidas econômicas preventivas para diminuir o tamanho do impacto no emprego devem ser compensadas.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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