Clubes já enfrentam rupturas de contratos publicitários

Clubes já enfrentam rupturas de contratos publicitários

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Rupturas de contratos publicitários da empresa portuguesa Azeite Royal com Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo e Estádio do Maracanã representaram largada para o processo de recessão no futebol no Brasil.

Justificativa para rescisão foi paralisação do campeonato estadual do Rio de Janeiro, e falta de condição para manter investimentos.

Apesar disso, a empresa não descarta a possibilidade de novo contrato quando estiver ultrapassado o impacto do coronavírus.

CAIXA

No final de 2018, nada menos que 25 clubes perderam a bolada anual de patrocínio da Caixa Econômica Federal, totalizando R$ 127,8 milhões.

Pedro Guimarães, presidente do banco estatal, seguiu orientação do ministro da Economia Paulo Guedes visando fechar o ralo de dinheiro para o futebol.

Apesar do impacto, de uma forma ou de outra os clubes se reorganizaram em contratos publicitários com outras empresas.

As rupturas de contratos da Azeite Royal com clubes cariocas representam o início para operação em cadeia de outros patrocinadores com probabilidade de recuo, que certamente representará perda de receita de agremiações.

Com previsão de a crise se arrastar por meses, clubes ficam sem receitas de bilheterias, faturamento de produtos de suas respectivas lojas e projeção natural de queda significativa de programas denominados sócio-torcedor.

COMO PAGAR?

Diante do cenário, de certo vai haver rediscussão de contratos de atletas que vão prosseguir em Ponte Preta e Guarani, visando o Campeonato Brasileiro da Série B.

Com projeção sombria de investidores e aceno do governo federal para flexibilizar normas trabalhistas para empregados, de certo isso será estendido a jogador de futebol.

Embora o governo sinalize permissão para se adiar pagamentos de tributos para afetados pelo coronavírus, clubes devem se apegar na hipótese de corte pela metade de jornada de trabalho e salários de seus jogadores.

Resta saber aqueles atletas que terão a devida consciência para enfrentamento da nova realidade.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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