Bolsos dos boleiros ninguém mexe, é o recado de seus representantes

Bolsos dos boleiros ninguém mexe, é o recado de seus representantes

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Já que os corporativistas Conselho Nacional de Clubes e Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol recusaram redução de 25% nos salários dos jogadores e suspensão dos direitos de imagens, que cada dirigente de clube negocie diretamente com o seu respectivo elenco.

Parece que essa gente irredutível mora em Marte e está alheia ao que está ocorrendo no planeta Terra.

Se falarem da infiltração global de uma praga chamada coronavírus, não se surpreendam se um ou outro desentendido perguntar se é contrato de marketing.

Já passou da hora de alguma liderança combativa dar um basta nessa irrealidade.

Clubes já extrapolam suas receitas ao contratarem jogadores 'meia colher' a preço de ouro.

Até quando vamos presenciar essa inversão de valores?

Já se questiona a validade dessa paixão desenfreada do torcedor pelo seu clube.

Vale a pena? E você ainda aplica o pronome pessoal no plural, com citação de nós, como se tivesse poder de decisão das barbaridades que a cartolada comete.

Chega de 'nós ganhamos', 'nós contratamos', 'nós lutamos', e por aí vai.

Se o seu clube ainda fosse representado por jogadores de expressão, capazes de fazer coisas bem diferentes daqueles espalhados por aí na várzea, vai lá.

Portanto, meu caro: desapego. Pegue mais leve.

Caso tenha bom relacionamento em seu bairro, que tal se associar ao pessoal que faz o futebol amador em diferentes categorias?

Ali, partícipe, você pode sim falar 'nós', porque de uma forma ou de outra está ajudando a decidir.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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