Corinthians revive o amargo gosto de eliminação precoce na Libertadores

Corinthians revive o amargo gosto de eliminação precoce na Libertadores

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Doze de fevereiro de 2020 a história se repete para o Corinthians em Libertadores, e com uma dor ainda maior, pois o palco do duelo foi em sua casa.

A inválida vitória sobre o Guarany do Paraguai, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, recoloca o corintiano na também fatídica noite de dois de fevereiro de 2011, em Ibagué, na Colômbia, quando igualmente na pré-Libertadores o time perdeu para o Tolima por 2 a 0 e foi desclassificado.

O destino reserva ao corintiano um coração que dispara, ora de aflição, ora de emoção.

O temor do torcedor, no Itaquerão, era pela demora para que saísse o gol contra o Guarany.

Pois o gol de Luan, em jogada pessoal e finalização de fora da área, logo aos oito minutos, era indicativo de que tudo caminharia conforme o traçado.

Claro que a ingênua expulsão do meia-atacante Pedrinho, aos 28 minutos, rasgou o coração do corintiano, pois até então, apesar da pressão, o segundo, e aparentemente tranquilizante gol, não saía.

E não é que em bela jogada pessoal de Vágner Love pelo lado esquerdo a bola foi cruzada à área adversária e encontrou Boselli para fazer o estádio explodir aos 31 minutos: 2 a 0.

E a consolidação da vaga seria em cabeçada de Love, cara a cara, mas a bola bateu no corpo do goleiro Servio no final do primeiro tempo.

FECHAR A CASINHA

Evidente que o Guarany sairia da toca e se aproximaria da área corintiana após o intervalo.

Naquela circunstância, a experiência recomendava se abdicar de um atacante e que se optasse por fechar a casinha, com mais um volante cheio de apetite para desarme e fechamento de espaços.

Todavia, o treinador Tiago Nunes, do Corinthians, preferiu não mexer.

Assim, o natural volume de jogo dos paraguaios passou a ser ameaçador, até que erro do juiz argentino Nestor Pitana foi fatal. O zagueiro Gil recolheu a perna para não cometer falta, mas o árbitro se enganou.

Aí, na cobrança de Fernandez justamente onde estava o goleiro Cássio, o Guarany chegou ao gol que provocaria o seu avanço na competição.

Pra piorar os desajustes de substituições de Nunes, a colocação do centroavante Gustavo em nada acrescentou, visto que perdeu todas as jogadas no chão e por cima.

Assim, apesar de o time ter lutado incessantemente durante toda partida, mais uma vez o seu torcedor ficou com o amargo gosto de precoce eliminação.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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