Treinador dos juniores da Ponte Preta é muito fraco

Treinador dos juniores da Ponte Preta é muito fraco

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Pontepretanos e bugrinos que se dispuseram acompanhar as suas respectivas equipes na expectativa de diagnosticar promessas nos jogos de ambos pela Copa São Paulo de Juniores, na noite desta segunda-feira, de certo ficaram desanimados após derrota da Ponte para o Londrina por 1 a 0 - com gol nos acréscimos - e empate do Guarani por 1 a 1 com o Vitória, cuja análise se prende a partir de oito minutos do segundo tempo.

Alô cartolada da Ponte Preta: será que ninguém viu que o treinador Sandro Forner, da categoria sub20, é fraco demais?

Podem proceder a troca no comando, e tragam profissional com outra visão à categoria.

Na derrota para o Londrina, nem a organização do time em campo foi constatada.

Viu-se jogadores espaçados em vez da compactação e toque de bola com fluência.

Até defensivamente o time é mal treinado, já viciado em picotar o jogo com excesso de faltas, em vez de se desenvolver a capacidade de desarme.

Evidente que da nova safra de jogadores são raros aqueles diferenciados, mas o mínimo que se cobra é correção de vícios e colocação em prática de fundamentos como passes, dribles, cabeceios e finalizações.

Pois nesse time de juniores da Ponte Preta a bola é recuada excessiva e desnecessariamente.

Cerca de 60% das bolas que caíram nos pés do lateral-esquerdo Vitinho foram recuadas.

Sem que o adversário marcasse pressão saída de bola, igualmente foi constatado o irritante toque de bola do central ao quarto-zagueiro, e, incontinente, a devolução.

A rigor, como Vitinho mostrou virtude no desarme, aliado à velocidade para acompanhar atacantes rápidos, o recomendável seria fixá-lo no miolo de zaga, até porque raramente ataca. E quando isso ocorre falta-lhe qualidade para desfecho da jogada.

JOÃO VERAS

Aos 27 minutos do segundo tempo, o técnico Forner cometeu erro crasso ao sacar o atacante João Veras, o único que preocupava a defesa do Londrina, embora isolado.

Faltava-lhe, sim, ser abastecido com bola de qualidade.

E mesmo explorando a compleição física para fazer o pivô, faltava-lhe companhia qualificada para fluidez das jogadas.

O que o time ganhou com a entrada de Robinho?

Atacante Marquinhos, embora driblador, usa demasiadamente a beirada do campo, quando o prudente é fazer a diagonal para terminar as jogadas.

GUARANI DECEPCIONA

Se é que o treinador Tiago Carpini, da equipe profissional do Guarani, procura na base garotos que incorporem o seu elenco, a coisa fica restrita ao zagueiro Pedro.

Everton, atacante de beirada pelo lado esquerdo, até dribla, mas ainda é verde para ser promovido.

Essa constatação é baseada após o time ter sido envolvido durante todo segundo tempo pelo Vitória.

A que ponto chegou o Guarani, clube marcado como revelador de jogadores até a década de 90.

Nova orientação precisa ser colocada em prática a partir de março, quando da efetivação do novo Conselho de Administração do clube.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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