Treinadores e Copa São Paulo repartem espaço da coluna

Celso Teixeira e Evaristo Piza estão no futebol da Paraíba e vão protagonizar um 'dérbi campineiro'

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Estão de volta as colunas agregadas ao Blog do Ari, como Memórias do Futebol e Cadê Você. Em breve também retornará a InformaCão.

Em Cadê Você o bugrino vai contemplar material dos arquivos fotográficos do jornalista Roberto Diogo e ex-presidente do Conselho Deliberativo Raul Celestino Soares Júnior.

Vai observar obras da arquibancada de concreto na cabeceira do placar eletrônico, sem que o lance de madeira fosse retirado em 1962. Confira outras relíquias na página indicada.

COPA SÃO PAULO

Parceiro José Ricardo relata na seção de comentários, na postagem anterior, algumas aberrações ditas pelo diretor do Departamento Amador da Ponte Preta, desconectado com a realidade. Leiam!

Muita passividade de um lado e clima raivoso de outro. Pois o presidente do Vila Nova (GO), Hugo Jorge Bravo, demitiu o treinador dos juniores Marcelo Gaúcho e rescindiu contrato de 14 garotos após desastrosa campanha da equipe na Copinha.

Quem cita que já não se revela mais jogadores porque a molecada só vai atrás de celulares e joguinhos eletrônicos, então confira aí alguns nomes de promessas da Copinha: atacante Allanzinho do Santos, meia Claudinho da Ferroviária, lateral-direito Pastor do Londrina, meia Zé Victor e zagueiro Da Silva do Goiás e lateral-esquerdo Vitinho, da Ponte Preta.

DÉRBI CAMPINEIRO NA PARAÍBA

Quando dizem que esse mundo é pequeno, não ouse contestá-los.

Evaristo Piza, hoje treinador do Botafogo da Paraíba, é um campineiro de família bugrina, foi um moleque birrento nos tempos de juvenil do clube, não vingou como atleta, e voltou ao antigo ninho como treinador, sem sucesso.

Após rodagem e acrescentar experiência, eis que o destino reservou-lhe futura participação em dérbi daquele estado nordestino contra o igualmente campineiro Celso Teixeira (foto), hoje treinador do Treze, com histórico de atleta dos juvenis da Ponte Preta. É a vida.

FERREIRÃO

Pra arrematar com leveza a coluna, uma história protagonizada pelo treinador Luiz Carlos Ferreira, o Ferreirão, rei do acesso no futebol paulista.

Em 1980, quando sequer havia se apresentado como auxiliar técnico de Cláudio Garcia no Guarani, ele mal havia aberto a porta do Restaurante Éden Bar, no Centro de Campinas, já gritou:

- Qual a roda do futebol aí? Estou aqui pra discutir futebol com quem sabe.

Surpreso com aquele estranho no ninho, o saudoso jornalista Brasil de Oliveira, o Brasa, retrucou:

- Quem é você? Como um desconhecido se intromete na conversa sem ser chamado?

- Eu sou Luiz Carlos Ferreira, e estou chegando ao Guarani.

Aí, raivoso, Brasa fez uso de seu habitual bordão.

- Pois sente aí e aprenda conosco, garoto. Eu vivo futebol 24 horas por dia.

Hoje, após experiência que supera 40 anos no ramo, em entrevista ao portal Futebol Interior, Ferreirão define treinador de futebol como verdadeiro ator diante de todas as dificuldades do dia a dia.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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