Que tal a experiência de Felipe Saraiva na lateral-direita?

Por que não se fazer experiência com Saraiva na lateral-direita? É a minha modesta sugestão.

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Atacante Felipe Saraiva, após passagem apagada por empréstimo ao Botafogo de Ribeirão Preto, retorna à Ponte Preta, sem a convicção de que será reaproveitado no elenco reformulado para 2020.

O Campeonato Paulista serve como laboratório, como dizem por aí?

Se sim, por que não se fazer experiência com Saraiva na lateral-direita?

Antes que você responda que isso é um absurdo, que ele estranharia a função de marcador, cabe respondê-lo que taticamente ele sempre foi obediente na recomposição, ajudando a marcar o setor.

Claro que este quesito requer adaptação e sobretudo aceitação do jogador, até porque são incontáveis os exemplos de meio-campistas e atacantes adaptados na lateral, sem comprometimento.

LUÍS RICARDO

Pra refrescar a memória do pontepretano, no retorno a Campinas neste ano, Luís Ricardo já estava devidamente familiarizado à lateral-direita, pois desde 2013 atua na posição, na passagem pela Portuguesa.

Quando chegou ao Estádio Moisés Lucarelli pela primeira vez, em 2008, a posição originária dele era de centroavante.

Dos laterais que estiveram na Ponte Preta neste temporada, responda rápido quem convenceu plenamente na marcação?

Arnaldo, Edílson e Diego Renan mostraram deficiências, sem que fossem agregadas muitas qualidades ofensivamente.

VANTAGEM

Logo, seria despropósito imaginar que Saraiva seja pior de que os laterais citados na marcação. Todavia, a projeção natural indica que teria mais vantagem sobre os laterais citados na distribuição tática ofensiva.

Saraiva é condutor de bola, tem velocidade e pode usar a explosão para transições rápidas ao ataque. Além disso agrega a característica de finalizador, embora o histórico na carreira mostra poucos gols.

Enfim, é apenas uma suposição. De mais a mais a experiência inicial teria prazo de validade durante o Paulistão, com possibilidade de renovação convencionando-se a hipótese de que seja bem-sucedido.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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