Só algo anormal recoloca Guarani na trilha dos ameaçados

Só algo anormal recoloca Guarani na trilha dos ameaçados

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Quem ainda diz que há risco de rebaixamento ao Guarani, que pelo menos dê um espiadinha no restante dos jogos das equipes que estão na ponta de baixo da classificação desta Série B do Campeonato Brasileiro.

Não bastasse os encrencados com a degola patinarem a cada rodada, têm compromissos teoricamente difíceis, e a tendência natural é que não somem mais de 50% dos pontos ainda em disputa.

Como a distância do Guarani para o Figueirense, que abre a zona de rebaixamento é de cinco pontos, só pode haver uma modificação do cenário, que eventualmente penalize o bugrino, caso ocorra algo anormal no futebol.

DÉRBI

Quem quiser se manifestar sobre dérbi, fazer o costumeiro estardalhaço, o espaço é livre.

Evidente que compreendo que não se deve considerar o confronto entre os rivais campineiros como comum, mas de minha parte já não vejo obrigatoriedade de tanto relevo, até porque há tempos Guarani e Ponte Preta já não provocam suspiros.

Mídia paulistana já não fica durante toda semana que antecede Palmeiras e Corinthians escancarando espaço sobre o clássico. Eu citei clássico, jogo de grandes clubes, nada a ver com o confronto dos campineiros, pois não se trata de clássico. Trata-se, sim, de rivalidade acirrada.

ERROS CONTRA E A FAVOR

O jogo em Bragança Paulista desta terça-feira , na derrota do Guarani por 3 a 1, ficou paralisado durante quatro minutos por justa reclamação de jogadores bugrinos, devido à arbitragem ter validado gol em flagrante impedimento do Bragantino.

Sejamos justos. Vamos deixar bem claro ao bugrino que o juizão havia prejudicado o Bragantino ao não marcar um pênalti claro contra o Guarani, e nem por isso a reclamação do pessoal de Bragança foi tão acintosa.

AMADOR DA PONTE

Mal assumiu a presidência da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, já tomou decisão acertada ao acabar com a categoria sub23.

Pra que categoria sub23? Você pode me dizer?

Jogador da base que não 'vinga' como profissional aos 19 anos de idade, pode esquecer. Não será aos 23 anos que ele vai atingir o período de maturidade.

Se com 18 ou 19 anos o atleta não estiver pronto para ser lançado, que se faça como antigamente: empreste-o a equipe de menor expressão, para ganhar experiência. Depois filtre se tem condições de permanência no clube.

Oportuna, igualmente, a reformulação no Departamento Amador, com demissão do coordenador Marcelinho Paulista.

Se o trabalho não é frutificante, tem mudar. Isso acontece em qualquer ramo de atividade.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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