Quatro bolas no gol e goleada de 4 a 0 da Ponte Preta

Teria esta goleada por 4 a 0 representado 'a melhor forma', ou de 'forma digna', como cobrou o treinador após derrota para o Sport

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Treinador Gilson Kleina havia pedido para que a Ponte Preta terminasse a participação nesta Série B do Campeonato Brasileiro, ao recepcionar o Brasil de Pelotas, da 'melhor forma'.

Teria esta goleada por 4 a 0 representado 'a melhor forma', ou de 'forma digna', como cobrou o treinador após derrota para o Sport, semana passada?

A melhor resposta, na noite desta terça-feira, foi dada pelo goleiro Carlos Eduardo, do Brasil, em entrevista à Rádio Bandeirantes-Campinas:

“Morosidade. Comportamento de nosso time foi de que o campeonato havia acabado depois daquele empate com o Atlético Goianiense, enquanto a Ponte disputou o jogo como quem vai subir”.

Quatro bolas no gol e quatro gols da Macaca
Quatro bolas no gol e quatro gols da Macaca

Como a boleirada da Ponte entendeu a mensagem de Kleina da necessidade de se melhorar um pouco aquela imagem arranhada pela decepcionante campanha, entrou ligada no jogo.

Aí, bastaram 21 minutos para explorar o desinteresse do adversário e estabelecer vantagem de 3 a 0.

Incrivelmente a Ponte criou três chances reais ao longo da partida, soube convertê-las, e ainda chegou ao quarto gol no segundo tempo, quando o volante Leonardo Leite marcou contra.

Na tentativa de desviar bola em cobrança de falta de Araos, ele tocou de cabeça contra o seu próprio gol.

SUBESTIMAÇÃO

Na prática, o Brasil subestimou o futebol da Ponte ao mudar a característica de forte marcação para se escancarar em campo, oferecendo buracos em sua defesa.

Foi por isso que até o volante Lucas Mineiro se infiltrou na área adversária e completou cruzamento de Roger aos 13 minutos.

Na vã ilusão de que descontaria a vantagem pontepretana, o time gaúcho se mandou ao ataque e ofereceu a opção do mandante contra-atacar.

Foi assim que apenas o quarto-zagueiro Nirley, do Brasil, ficou como último homem de sua equipe, em seu campo defensivo, quase na altura do meio de campo, no lance do segundo gol.

O pontepretano Bill arrancou com a bola, serviu Renato Cajá, recebeu devolução, driblou o goleiro Carlos Eduardo e marcou.

Parecia que o torcedor da Ponte não acreditava quando Dadá lançou Roger, e a bola chegou de bandeja para Cajá, desmarcado na área, apenas completar: 3 a 0.

MARCAÇÃO DA PONTE

A bronca do treinador Bolivar do Brasil, no intervalo, fez o time acordar, mas aí se esbarrou na bem montada linha de marcação à frente do quarteto defensivo pontepretano.

Assim, na primeira jogada ofensiva de relevo da Ponte no segundo tempo, quando Bill driblou o lateral Ednei, sofreu falta que provocou o segundo cartão e expulsão do adversário. Na cobrança saiu o gol contra de Leandro Leite.

De proveitoso à Ponte foi a participação ativa do atacante Bill, que não havia convencido nas chances anteriores.

Foi só.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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