País em ebulição quebra um pouco o impacto do dérbi

País em ebulição quebra um pouco o impacto do dérbi

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Em 1987 a Ponte Preta havia sido rebaixada do Paulistão, mas, de posse de uma liminar, ingressou na competição da temporada seguinte.

Aí clubes adversários provocavam boicote nos jogos, até que a liminar foi cassada, e isso evitou que o Guarani provocasse WO em dérbi.

Essa e outras partidas que marcaram dérbis são contadas na coluna Cadê Você, já no ar.

Dizem que o dérbi campineiro é um tema tão singular que não permite compartilhamento de outras pautas ligadas ao futebol ou assuntos relevantes.

STF

Era. Os tempos são outros. Com ingresso na carta bíblica Apocalipse, em que coisas inimagináveis passam a acontecer, não há como ignorar a crise institucional instalada no País, com a reprovável decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de admitir recursos protelatórios para que condenado evite o cárcere após decisão judicial em segunda instância.

A benevolência do STF permitiu que o ex-presidente Lula troque o suor em esteira na sala da Polícia Federal de Curutiba pelas ruas, quando o suor escorre pela camisa em habituais comícios para convertidos.

Claro que entre os convertidos estão milhares de dependentes de partidos ligados à esquerda, como assessores, comissionados, sindicalistas, diretores de ongs, incautos, e por aí vai. E até se compreende a dependência.

Duro é saber que pessoas esclarecidas, que viram o tamanho da roubalheira, conferiram 'grana' alta devolvida aos cofres públicos, ladrões confessos e delatados, e ainda se finguem de cegos.

RUY BARBOSA

Nessas ocasiões o saudoso jurista, escritor e político brasileiro Ruy Barbosa (foto), nascido em 1849, é lembrado quando citou que 'de tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto'.

Ebulição social parece iminente. Agora racharam de vez o país, e as consequências são iminagináveis.

Oxalá o Congresso Nacional tenha a prudência de corrigir o desserviço feito pelo STF e restaure a prisão em segunda instância, para que criminosos, de toda espécie, não tenham liberdade, principalmente aqueles abastados que podem pagar advogados caríssimos.

DÉRBI

Véspera do jogo no Estádio Brinco de Ouro, fogos aqui e acolá sinalizam que há um dérbi à vista.

Barulheira nos dois estádios é a clara constatação de gente desocupada ou desempregada ao longo do dia, com pretensão de transportar energia às suas respectivas equipes.

Se em outros tempos, quando Guarani e Ponte Preta montavam equipes qualificadas e renovavam esperança de vitória aos seus torcedores, agora arrisca-se quem transporta favoritismo para quaisquer dos lados.

O bordão 'dérbi é dérbi' está presente mais de que nunca no jogo da tarde deste sábado, no Estádio Brinco de Ouro, com torcida apenas do mandante.

Se há uma certeza no pós-jogo é que o treinador perdedor vai continuar com vínculo empregatício, diferentemente de outras ocasiões, quando a derrota representava caminho da rua.

Que por ora o treinador bugrino Thiago Carpini é imexível, ninguém duvida.

Se havia receio em relação a Gilson Kleina, o presidente pontepretano Sebastião Arcanjo fez questão de antecipar que ele continua no cargo.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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