Gustavo Bueno acerta em cheio nas dispensas na Ponte Preta

Lateral Diego Renan é jogador rigorosamente comum

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Alberto César, meu chefe na equipe de esportes da Rádio Brasil-Campinas, me questiona: “Até o lateral-direito Diego Renan na lista dos dispensáveis da Ponte Preta?”

Aí respondo sem hesitação: jogador rigorosamente comum.

Diante do espanto do narrador emoção - o melhor de Campinas -, reafirmo: rigorosamente comum.

E justifico: é veloz? Não. É criativo? Não. Pega bem na bola? Razoável. Erra passes? Muitos. Toma bola nas costas? Incontáveis vezes. É exímio marcador? Razoável. Cobre o miolo da área na bola aérea? A estatura mediana não permite.

Portanto, jogador aquém das exigências técnicas da Ponte Preta.

Aí podem questionar: por que só descobriram isso agora?

Porque falta gente da bola na diretoria executiva e quem fez o planejamento de reforços antecedendo o coordenador Gustavo Bueno abusou do direito de errar.

Por citar Bueno, acertou em cheio nos cinco atletas que integraram a lista de dispensa, casos de Diego Renan, Édson, Gerson Magrão, Alex Maranhão e Rafael Longuine (foto).

Cobra-se dele, todavia, que a lista não pare por aí. Tem boleiro que ele contratou que também precisa ter o mesmo destino, como o atacante Dadá, por exemplo.

REDUÇÃO DE CUSTO?

Claro que num primeiro momento podem argumentar que a Ponte Preta não terá redução de custo, pois os atletas têm contratos vigentes até o final do mês.

Sim. Há que se considerar que a partir do momento em que estão em disponibilidade pela Ponte Preta, é natural que negociem com outras agremiações.

Aí convencionando-se a hipótese de acerto para transferência, é natural a quebra do vínculo com a Ponte Preta, a menos que unilateralmente o clube tenha rescindido os contratos deles, e vai arcar com o pagamento integral do salário de novembro.

QUEM VEM?

Quem sai é que o menos interessa no momento da Ponte Preta. O que se questiona é quem vem? E de que forma?

Histórico dos últimos anos mostra aliança da diretoria da Ponte Preta com influentes empresários, que empurram ao clube jogadores de duvidosa capacidade técnica.

Aquela conversinha de que bancam parte do salário dos supostos reforços tem persuadido dirigentes, que sequer avaliam com critério a validade do negócio.

Esse modelo precisa ser modificado. É de responsabilidade de Gustavo Bueno avaliar as apostas que podem vingar na Ponte, e a partir disso contatar diretamente os respectivos empresários.

É inadmissível a Ponte Preta elaborar folha de pagamento do elenco por volta de R$ 1 milhão com jogadores de condição técnica duvidosa. Não fosse isso o time não estaria no meio da tabela, já sem chances de sonhar com acesso.

Portanto, mãos à obra. E comecem a pensar num treinador com mais repertório de bola rolando, o que faltou por todos que passaram pelo clube nesta temporada.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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