Ausência de Cajá teve peso para a Ponte trazer apenas um ponto contra o Oeste

Era jogo bem a caráter para o meia Renato Cajá, principalmente durante os primeiros 30 minutos, quando a Ponte Preta tinha o controle

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Jogos simultâneos dos clubes campineiros, a opção da narrativa sobre o empate da Ponte Preta por 1 a 1, com Oeste, é justificável porque jogou fora, enquanto o bugrino teve chance de conferir em casa a vitória por 1 a 0 sobre o CRB, na noite desta sexta-feira.

Era jogo bem a caráter para o meia Renato Cajá, principalmente durante os primeiros 30 minutos, quando a Ponte Preta tinha o controle, mas havia imperfeição no chamado penúltimo passe.

Cajá, desgastado fisicamente, foi poupado. Levado para o banco de reserva, criou-se a expectativa que pudesse ser aproveitado após o intervalo, mas para não correr risco de lesão o treinador Gilson Kleina preferiu preservá-lo.

E sem o especialista para o passe refinado no ataque, de nada adiantava a Ponte trabalhar a bola até as proximidades da área adversária.

Jogada lúcida, no primeiro tempo, se resumiu ao excelente passe do atacante Marquinhos, mas Roger finalizou nas mães do goleiro Luís Carlos.

E foi a equipe do Oeste que havia permitido aquela situação confortável à Ponte de ficar com a bola, pois a sua incursão ao ataque era extremamente lenta. Como as jogadas dos mandantes não progrediam, apenas ameaçaram em decorrência de erro de marcação do lateral-direito Diego Renan, da Ponte, que resultou na cabeçada do lateral-esquerdo Alyson, defendida pelo goleiro pontepretano Ygor Vinhas.

LONGUINE

Aos 11 minutos do segundo tempo, Kleina presumiu que o passe refinado para conclusão de atacantes poderia sair dos pés de Rafael Longuine, e apostou na entrada dele no lugar de Camilo.

Notoriamente fora de ritmo, Longuini nada acrescentou, mas a Ponte começou a criar embaraços defensivos ao Oeste com a troca do afoito Vico por Dadá, que passou a usar basicamente as beiradas do campo, revezando de lado com Marquinhos.

E foi através de um passe de Dadá que Roger colocou a Ponte em vantagem, ao ganhar disputa no chão contra Lídio.

EMPATE EM CONTRA-ATAQUE
Inexplicavelmente a Ponte sofreu gol de empate em contra-ataque, com jogada que começou no lado esquerdo através de Roberto, depois virada de jogo à direita em direção do agora lento Mazinho, que apenas ajeitou a bola visando a finalização certeira de Bruno Gonçalves.

Assim, a Ponte desperdiçou excelente oportunidade de encostar no G4, até porque o adversário não ofereceu a resistência prevista por Kleina, que para povoar o meio de campo pontepretano iniciou a partida com mais um volante, caso de Camilo.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos