Apesar da vitória da Ponte, mudanças radicais na equipe implicam em mais erros

Apesar da vitória da Ponte, mudanças radicais na equipe implicam em mais erros

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Se o principal objetivo da Ponte Preta era vencer, independentemente das circunstâncias, para desanuviar provisoriamente o ambiente, ele foi alcançado com o placar estabelecido por 3 a 1 sobre o Londrina, em Campinas, nesta terça-feira.

Tem-se que considerar que incertezas fazem parte do 'cardápio' quando se procedem mudanças radicais numa equipe, como adotadas pelo treinador Gilson Kleina da Ponte Preta.

Meio time foi trocado em relação àquele que começou a partida contra o Botafogo. Neste caso, não se pode cobrar entrosamento, compactação e dinâmica de jogadas.

A boleirada opta pelo discernimento do lance que julga mais adequado no momento.

PESAR NA BALANÇA

Roger marcou dois gols
Roger marcou dois gols

Kleina deveria pesar na balança que o reflexo de radical mudança na equipe representaria número significativamente superior de erros de passes, principalmente no primeiro tempo quando a boleirada quis acelerar as jogadas.

A proposta mais cadenciada no segundo tempo implicou em redução de erros de passes, porém ainda acima do tolerável.

Soma-se a isso a ansiendade de jogadores por 'ene' motivos.

DIEGO RENAN

Lateral Diego Renan, que entrou na direita no lugar de Arnaldo, quis mostrar serviço ao comandante e foi afoito em vários lances. Todavia, os dois primeiros gols nasceram de cruzamentos de seus pés.

No primeiro houve exagero do árbitro cearense Adriano Barros Carneiro ao marcar pênalti não caracterizado do zagueiro Lucas Costa em Roger, aos 35 segundos, em lance convertido por Renato Cajá em seguida.

No segundo gol, Roger respondeu às cobranças de torcida e mídia ao se antecipar ao mesmo marcador, desempatando a partida no primeiro tempo.

Antes disso, uma cochilada do zagueiro Reginaldo possibilitou que Léo Passos concluísse para o Londrina. Coloque na conta da hesitação dele o fato de não estar familiarizado a jogar com o goleiro Ygor Vinhas.

GUEDES E MARQUINHOS

Cajá fez primeiro gol
Cajá fez primeiro gol

A ala esquerda pontepretana contou com retornos de jogadores recuperados de lesões e sem ritmo de jogo, casos do lateral Guilherme Guedes e atacante Marquinhos.

Logo, ambos tiveram dificuldades na marcação e ofensivamente salvou apenas o cruzamento de fundo de campo do lateral, para cabeceio de Roger: 3 a 1.

MAIS MOVIMENTAÇÃO
Volante Washington, que ganhou o lugar de Édson, até mostrou mais movimentação, porém sem tempo de bola abusou das faltas e também errou passes.

Dos remanescentes, o garoto Vico - atacante de beirada - se precipitou na maioria das jogadas, embora reconheça-se a prontidão no processo de recomposição.

ERROS DE PASSES
Até o experiente volante Lucas Mineiro errou passes, prendeu a bola excessivamente provocando perda, e oscilou bastante durante a partida.

Apesar desses senões, plenamente admissíveis nesta circunstância, é recomendável que a composição seja mantida.

O abuso de Kleina já foi feito, a boleirada participou deste batismo de fogo, e a tendência é redução de erros e aumento de produtividade, principalmente porque o meia Renato Cajá tem aguentado o tranco no aspecto físico e correspondido tecnicamente. Além dele, voltaram os gols de Roger.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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