Por que zagueiros não são explorados no jogo aéreo ofensivo com bola rolando?

Por que zagueiros não são explorados no jogo aéreo ofensivo com bola rolando?

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

No pé da coluna foi produzido áudio com enfoque sobre a demissão de Estevam Soares, da função de coordenador de futebol do Guarani.

Nenhum treinador é tão metafórico como Tite, da Seleção Brasileira. Pra que usar termos como treinabilidade, último terço do campo, extremos desequilibrantes e performar com resultado?

Pois Tite persuadiu treinadores, como Gilson Kleina da Ponte Preta, ao linguajar nem sempre dominado pelo torcedor de arquibancada.

No blá-blá-blá dele frequentemente se ouve verticalizar, avançar as linhas, ocupação de espaço, e por aí vai.

Faltou Kleina justificar convincentemente, na derrota para o Vila Nova (GO), porque escalou três volantes, todos sem criatividade.

Marcelo Cabo, treinador do time goiano, teve a clara percepção que a Ponte insistiria pelas beiradas do campo, e simplesmente duplicou a marcação pelo setor. Com isso induziu a boleiada pontepretana a alçar bola.

Cá pra nós: de que adianta a Ponte fazer chuveirinhos se dispõe apenas do centroavante Roger como cabeceador?

Sim, por vezes o volante Edson também avança pra disputar jogadas pelo alto, com bola rolando, mas apenas de vez em quando.

AVANÇAR ZAGUEIROS

Treinadorzada que 'garganteia' sobre modernidade no futebol desconsidera o básico: por que a insistência de chuveirinhos se não conta com o cabeceador? Se o atacante cabeceador é bem marcado, permite que zagueiros adversários saiam com 'galo' na testa de tanto devolverem bola da cabeça.

Eis a questão pra Gilson Kleina e técnicos por aí: por que em períodos de partidas, como bola rolando, não liberaram, alternadamente, zagueiros altos para se transformem em atacantes, visando aproveitamento no jogo aéreo?

Isso só acontece em lances de bola parada. Convenhamos que com bola rolando Renan Fonseca e Reginaldo poderiam fazer companhia a Roger. Além deles, seria oportuna a incursão do volante Édson na área adversária, mas ele ainda carece de mais treinamento pra acertar o alvo, quando ganha a jogada pelo alto.

Como se defender pra não ser surpreendido pelo contra-ataque adversário? Recuem os volantes, exceto Édson. Há circunstância que tem validade se correr algum tipo de risco, em troca de alternativas viáveis pra se chegar ao gol.

Claro que quando Kleina dispuser de opções qualidificadas pra trabalhar a bola no chão, melhor ainda. Quem sabe isso seja possível quando Camilo e Longuini estiverem de volta, e for possível escalar Lucas Mineiro, Vico e provavelmente Renato Cajá.

DEMISSÃO DE ESTEVAM

O áudio abaixo cita como procedimento natural a demissão do coordenador de futebol do Guarani Estevam Soares.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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