Jogador, antiga cobrança que não se concretiza no Guarani

Jogador, antiga cobrança que não se concretiza no Guarani

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Se alguém tinha expectativa de que um treinador cascudo poderia chegar para dar jeito neste time do Guarani, a derrota por 3 a 2, diante do pobre Oeste, foi mais uma amostragem que o problema do clube é jogador, e não treinador.

O que o interino Thiago Carpini poderia fazer diferente daquela meia dúzia de 'treineiros' que tira leite de pedra e salva equipes de rebaixamentos, como Lisca, Wagner Benazzi, etc., etc?

Resolveria sacar o quarto-zagueiro Luiz Gustavo, 1,76m de altura, para colocar o grandalhão Ferreira, 1,93m de altura?

Com certeza o 'altão' Fábio, do Oeste, enfrentaria mais resistência quando apenas escorou de cabeça, no segundo gol de sua equipe, na desigual disputa pelo alto com Luiz Gustavo.

Quem garante que no chão, em outros lances, Ferreira não voltaria a falhar, como de hábito?

Nos dois outros gols sofridos pelo Guarani, não culpe apenas o desarranjo defensivo.

FALHAS NA MARCAÇÃO
O primeiro gol nasceu de uma cobrança de lateral, quando Bruno Lopes, do Oeste, foi ao fundo de campo, cruzou, ninguém do Guarani interceptou, e o atacante Roberto escolheu o canto. Aonde estava o lateral-direito Bruno Souza para acompanhar a jogada de fundo?

A rigor, o jogo todo ele foi muito mal. Impossível Lenon - da mesma posição - estar em condição pior de que ele.

No terceiro gol, o meio-campista bugrino Felipe Cirne perdeu bola de forma bisonha na intermediária defensiva, a sua defesa estava desarrumada, e Bruno Gonçalves, do Oeste, também escolheu o canto.

Por sinal, o time do Oeste chegou quatro vezes com chances reais de gols e perdeu apenas uma delas, quando Roberto, sem pernas, no final do jogo, permitiu que o goleiro Klever travasse a bola.

SONOLENTO MAZINHO

A pobreza técnica do Oeste foi a mais pura amostragem da campanha irregular da equipe nesta Série B do Campeonato Brasileiro. O time 'cansou' de errar passes, se propôs basicamente a se defender, e contou com o tremendo equívoco de seu treinador ao escalar o sonolento Mazinho e deixar no banco o clássico Élvis - mesmo acima do peso.

Diante do exposto, claro estava que se o Guarani jogasse um tostãozinho de bola conquistaria mais três pontos.

De nada adianta a boleirada bugrina apenas se doar em campo, sair com a camisa ensopada, se falta bola.

SEM CRIATIVIDADE
Exceto a lucidez do meia Artur Rezende, autor dos dois gols - um deles de falta -, e o atrevimento ofensivo de Davó, o Bugre é um time sem criatividade, que roda a bola de uma lateral a outra, no campo ofensivo, porém sem imaginação para penetrar e transpôr rigorosos sistemas de marcação adversária.

Diante do exposto, o negócio é jogador & jogador de qualidade, para se projetar reviravolta do Guarani.

Caso isso não ocorra, entregue o destino pro céu.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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