Esperança da Ponte são novas 'peças' e volta dos desfalques

Esperança da Ponte são novas 'peças' e volta dos desfalques

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Além de sair socando em bolas cruzadas, qual a defesa difícil praticada pelo goleiro Rafael Santos, do Vila Nova, na vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta?

Se você responder nenhuma, logo vai admitir que o time pontepretano não criou. E diante de um adversário limitado, que tem rondado seguidamente a zona de rebaixamento deste Brasileiro da Série B.

Pra ser justo, a Ponte criou apenas uma chance real, e desperdiçada pelo meia Éverton aos 15 minutos do primeiro tempo, período em que tinha o controle do jogo, acionava os lados do campos e rondava a área adversária, sem contudo conseguir penetração.

Dois minutos depois, quando o meia Alan Mineiro, por duas vezes não soube converter chance de ouro, o Vila acordou.

Dobrou a marcação nos lados do campos, evitou seguidas progressões dos laterais Arnaldo e Diego Renan, e, para piorar aos pontepretanos, o atacante Marquinhos deixou o campo com estiramento muscular aos 32 minutos, e houve perda com a entrada de Marcondele, que nada acrescentou.

O Vila não só acordou na marcação como percebeu a buraqueira no meio de campo pontepretano, para adiantar a marcação, ganhar rebotes e não sofrer riscos, apesar da maior posse de bola da Ponte.

TRÊS VOLANTES
De que adianta a escolha do treinador Gilson Kleina, da Ponte, por três volantes, se apenas Édson participou da destruição?

Washington não acrescentou na marcação e não é jogador de organização, enquanto Gerson Magrão voltou a ser aquele atleta inconstante.

Assim, sem um meia organizador, ora o time rodava a bola sem profundidade, ora ainda insistia pelos lados do campo, porém com jogadas travadas pelo adversário.

Assim, a Ponte insistiu nos chuveirinhos, com bola devolvida pelo sistema de marcação do time goiano.

Foto:PontePress/ÁlvaroJr
Foto:PontePress/ÁlvaroJr

PÊNALTI
Pra complicar, em um dos contra-ataques explorados pelo Vila Nova, o zagueiro Reginaldo cometeu pênalti sobre o atacante Gustavo Henrique, convertido em cobrança mal feita por Alan Mineiro.

Apesar da derrota, há sim chance de reversão, para ainda se brigar pelo acesso neste Brasileiro da Série B.

Considere as ausências de Camilo, Longuini, enquanto Lucas Mineiro e atacante Vico ainda não estrearam. Isso além de Renato Cajá, aguardado na próxima segunda-feira.

Adicionando-se as citadas peças e o tempo maior para Kleina trabalhar, é natural se projetar os devidos ajustes, com consequente melhora de rendimento.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos