Guarani deixa impressão tolerável apesar da derrota

​Time perde para o Bragantino na condição de visitante

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Um sábado de contraste para os estreantes campineiros no Campeonato Paulista. Enquanto Ponte Preta e Oeste protagonizaram jogo sonolento à tarde, no empate sem gols descrito na postagem abaixo, Guarani e Bragantino mostraram que desculpa de falta de ritmo e desentrosamento em largada de competição são apenas relativamente aceitos, diferentemente do passado.

Apesar da derrota para o Bragantino por 1 a 0, à noite, em Bragança Paulista, o Guarani deixou impressão até acima do esperado, pois realizou um primeiro tempo em igualdade de condições em relação ao adversário, até no quesito oportunidades criadas.

Exceto o chute fraco do bugrino Carlinhos, seus companheiros Diego Cardoso e Felipe Amorim obrigaram o goleiro Alex Alves, do Bragantino, a praticar defesas difíceis.

Evidente que o fogoso ‘Massa Bruta’ também trouxe preocupação à defensiva bugrina durante o primeiro tempo.

Inicialmente num chute com efeito de Rafael Chorão que passou raspando a trave. Depois no lance em que o meia Vitinho faria o gol e Willian Matheus travou salvando. Por fim, aos 47 minutos, após bate-rebate na área bugrina, o atacante Matheus Peixoto marcou o gol da vitória do Bragantino.

OUSADIA

Surpreendeu a ousadia inicial do Guarani - um time em formação - ao se dispor encarar o já armado Bragantino em condições de igualdade, desconsiderando o adversário na condição de mandante e transição rápida ao ataque após recuperar a posse de bola.

A estratégia seria cabível se o sistema de marcação do meio de campo bugrino tivesse devidamente organizado, o que não foi o caso.

Melhor seria, então, se o time tivesse se resguardado e usado com mais frequência o atacante Felipe Amorim nos contra-ataques pela direita, pois ele levava nítida vantagem sobre o improvisado marcador Léo Rigo, na lateral-esquerda.

Isso foi se desenrolando até que prudentemente o treinador Marcelo Veiga, do Bragantino, socorreu Rigo ao duplicar a marcação no setor, a fim de não correr risco.

MUDAR DE LADO

Ora, em circunstância como aquela, com impetuosidade de Felipe Amorim, bastava que fosse deslocado para o lado esquerdo do campo, justamente para explorar as costas do lateral Itaqui que apoiava ao ataque com frequência.

A troca dele por Crispim nada acrescentou no segundo tempo.

Enfim, como quem está do lado de fora tem visão privilegiada, que isso sirva de aprendizado ao treinador bugrino Osmar Loss, que na medida do possível fez aquilo que foi possível para evitar a derrota de sua equipe, com projeção de crescimento nas rodadas subsequentes.

GIOVANNI

Era natural que em desvantagem no placar, o Guarani iria se expor ainda mais durante o segundo tempo, e com isso propiciaria o contra-ataque já manjado pelo Bragantino.

Naquele contexto, mais duas chances reais de gols foram criadas pelo Bragantino e neutralizadas pelo goleiro Giovanni, do Guarani.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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