Vencer ou vencer; empate será fim de linha à Ponte Preta

Antepenúltima rodada pode ser decisiva a quem ainda tem chances

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

A antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B reserva muitas emoções, a partir da noite desta sexta-feira.

O jogo das 20h30 no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, vai asfixiar um dos contendores: Juventude ou Ponte Preta.

Se o time vencedor for a Ponte Preta, terá sobrevida nos dois jogos complementares e despacha o Juventude à Série C, visto que apenas os três pontos permitem que os gaúchos evitem imediato rebaixamento.

Empate aniquila os sonhos da Ponte. É que o seu limite de pontuação cairia para 60 pontos, e poderia chegar apenas a 16 vitórias, convencionando-se que passe por Coritiba e Avaí.

Nesta projeção, a tendência natural é que seja superada por CSA, Goiás e Avaí, pois bastaria que cada um deles vença apenas um dos seus três jogos restantes.

Com 58 pontos, o CSA chegaria a 61 vencendo um jogo. Goiás e Avaí, com 57 pontos, subiriam para 60 com mais uma vitória e ultrapassariam a Ponte nos critérios de desempate.

Goiás teria maior número de vitória (18), enquanto o Avaí - chegando a 16 - teria vantagem no saldo de gols: 18 x 9. Isso se a Ponte não reduzir substancial diferença favorável aos catarinenses nos dois jogos subsequentes.

A exemplo da Ponte, o Goiás também joga nesta sexta-feira, a partir das 21h30, contra o Coritiba, na capital paranaense.

CATIMBA DO GOIÁS

A rigor, como se dizia na gíria de antigamente, que os dirigentes pontepretanos não durmam de ‘touca’ nesta reta de chegada da Série B.

O presidente do Goiás, Marcelo Almeida, já coloca em prática a velha catimba de suspeitar de arbitragens em seus jogos restantes.

Entrevistado pela Rádio Sagres 730, de Goiânia, ele reclamou da arbitragem no empate por 2 a 2 que a sua equipe cedeu ao Criciúma nos acréscimos, após vantagem por 2 a 0 no tempo regulamentar.

Por isso sugeriu à Federação Goiana de Futebol que procurasse o coronel Marinho, que preside da Comissão de Arbitragem da CBF, para reclamar.

“Foi [arbitragem] sutil. Não foi nada cabeluda que pudesse ter interferido, mas foram detalhes que fizeram que o empate acontecesse. Por isso tenho medo de que, nesta reta final, apareçam algumas assombrações”.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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