Guarani explora fragilidade do Coritiba para garantir reabilitação

Com gols de Poveda e Jefferson Nem, time bugrino vence por 2 a 0

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

É preciso dimensionar bem esta vitória do Guarani por 2 a 0 sobre o Coritiba, na noite deste sábado no Estádio Couto Pereira, na capital paranaense.

Não se pode superestimar a atuação bugrina, visto que enfrentou uma equipe preguiçosa, com alguns jogadores visivelmente fora do peso como o zagueiro Rafael Lima e atacante Alecsandro - e mal escalada pelo treinador Argel Fucks, com Yan Sasse e Jean Carlos, que erraram quase todas as jogadas.

Assim, Argel desperdiçou duas alterações com um tempo de jogo, ao colocar o hábil Alison Farias e o ‘ciscador’ Chiquinho.

Evidente que o futebol decepcionante do Coritiba não tira os méritos do Guarani, que tão bem soube explorar as tais deficiências, ser competitivo na marcação, e se reabilitar de insucessos dos jogos anteriores.

Méritos igualmente ao treinador Umberto Louzer que estudou o adversário, e teve clara percepção que poderia perfeitamente propor o jogo.

Assim, seus comandados colocaram em prática a chamada marcação alta, e usaram velocidade sobre os pesados zagueiros de área do Coxa, casos de Alan Costa e Rafael Lima.

A rigor, Alan Costa é o típico jogador cintura dura que jamais deveria ter espaço num time do porte do Coritiba.

LOUZER FOI BEM
Louzer soube explorar o lado esquerdo defensivo do Coritiba em cima do fraquíssimo lateral Abner que marca mal e ataca pior ainda.

Quando o Guarani tinha posse de bola, o volante Denner se deslocava por aquele lado do campo, e foi assim que coadjuvou o jovem atacante Gabriel Poveda por ocasião do primeiro gol bugrino, aos 30 minutos do primeiro tempo.

Poveda arrancou com a bola de seu campo defensivo, ganhou a disputa do agora pesado Rafael Lima, serviu Denner, e surgiu na área para completar a jogada.

MALHA DE MARCAÇÃO

Sem a bola, Denner soube se recompor para auxiliar os volantes Ricardinho e Willian Oliveira na marcação. Desta forma, essa malha de marcação foi suficiente para barrar o lento e previsível setor de armação do Coritiba.

Com essa estratégia, o meia bugrino Matheus Anjos teve mais liberdade para encostar em Poveda e ajudou a propiciar maior volume de jogo à sua equipe, notadamente no primeiro tempo, quando o placar poderia ter sido ampliado em finalizações de Denner e Willian Oliveira, e cabeçada de Fabrício Carioca.

ADMINISTRAR VANTAGEM

Por questões estratégias, o Guarani optou por se resguardar no segundo tempo, certo de que poderia chegar à marcação de outros gols com transição em velocidade ao ataque.

Na prática só precisou criar mais uma oportunidade para ‘matar’ o jogo. Foi quando Matheus Anjos acionou o meia Jefferson Nem centralizado, que escapou com facilidade de Rafael Lima e chutou fora do alcance do goleiro Rafael Martins aos 18 minutos.

Depois disso o Guarani administrou a vantagem sem susto.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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