Atuação do Boca Junior contra o Palmeiras é coroada com vaga à final

Árbitro de vídeo corrige gol que havia sido validado para o Verdão, no início

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

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Por mais que o Palmeiras se aplicasse, a tarefa de tirar considerável vantagem do Boca Juniors na semifinal da Libertadores seria extremamente complicada, na noite desta quarta-feira em São Paulo.

O Palmeiras acabou eliminado da competição com o empate por 2 a 2, e assim fica reservada uma final portenha entre Boca Juniores e River Plate.

O VAR foi um balde de água fria no Palmeiras logo aos nove minutos quando, após validação do gol do volante Bruno Henrique, o árbitro colombiano Wilmar Roldán atendeu aceno do árbitro de vídeo sobre posição irregular do atacante palmeirense Deyverson que cruzou a bola, e o lance foi invalidado.

BOCA NA FRENTE

Pior para o Palmeiras aos 17 minutos quando, na terceira tentativa de ataque, o Boca Juniors chegou ao gol através do atacante Ábila, completando cruzamento rasteiro de Villa.

Ressalta-se a consciência de Villa quando fazia jogadas pelo lado direito do campo. Constatando que Ábila - estatura mediana - não teria condições de disputar jogada aérea com zagueiros palmeirenses, invariavelmente todos os cruzamentos foram no chão ou à meia altura.

Ainda no primeiro tempo, depois do gol o Boca soube controlar o jogo, enquanto o Palmeiras não conseguiu ameaçar.

PALMEIRAS VIRA

Ao intensificar a pressão no segundo tempo, o Palmeiras empatou quando havia colocado mais de meio time na área adversária no desdobramento de lance de bola parada aos sete minutos, sendo que o zagueiro aproveitou o rebote para empatar.

Seis minutos após, a torcida palmeirenses ficou com esperança que o time pudesse golear, com o gol de pênalti convertido pelo zagueiro Gomez e sofrido por Dudu.

Aí, mais uma vez o atacante Benedetto, do Boca Juniors, foi um espinho na vida do Palmeiras, ao substituir Ábila.

Outra vez ele acertou chute rasteiro e certeiro no canto direito, aos 25 minutos, e com isso fez o Palmeiras murchar: 2 a 2.

Outras vez, também, a constatação de que jogador argentino não se omite para receber passe no ataque, mesmo marcado. Ele é condicionado a proteger bem a bola com o corpo, enquanto o brasileiro evita essa jogada. Prefere rodar a bola em busca do companheiro desmarcado.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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