Futebol da Ponte continua sofrível, mas o derrotado CRB ainda é pior

Gol de André Luís deixa equipe pontepretana a cinco pontos da salvação

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Na projeção natural para escapar do rebaixamento, esta vitória da Ponte Preta sobre o CBR por 1 a 0 foi de transcendental importância. Afinal, ao atingir o 40º pontos, o time campineiro fica a cinco de permanência no Campeonato Brasileiro da Série B.

Todavia, a pobreza técnica do time pontepretano desestimulou o seu torcedor. O borderô registrou apenas 1.926 pagantes na noite deste sábado no Estádio Moisés Lucarelli.

Não bastasse a péssimo retrospecto da Ponte Preta nos últimos jogos, o estreante treinador Gilson Kleina provocou mais desordem na equipe com equívocos na escalação.

A pretexto de buscar criatividade no meio de campo, optou pela formação com dois meias, ignorando o péssimo estágio técnico do meio-campista Tiago Real.

ROBERTO

Assim, foi obrigado a ‘queimar’ alteração no intervalo, sacando o jogador e optando pela formatação anterior com três atacantes, o que implicou na entrada de Roberto.

A validade inicial de Kleina foi ter dado liberdade para que André Luís flutuasse em todos os espaços do ataque, por vezes até com jogadas de fundo de campo do lado esquerdo.

Kleina errou, todavia, ao escalar e centralizar o atacante Hyuri, que claramente não está condicionado pra jogar de costas para o adversário. Assim, foi nulo em campo.

A troca de Hyuri por Júnior Santos foi produtiva. Fixado pelo lado direito, o substituto criou situações de embaraço à defesa do CRB, uma delas aos 40 minutos do segundo tempo quando, no desdobramento de jogada pessoal, a bola bateu no braço do zagueiro Everton Sena, em pênalti claro não marcado pelo árbitro pernambucano Péricles Bassol Pegado Cortez.

Portando, se durante o primeiro tempo o torcedor pontepretano viu a repetição de situação aflitiva, pelo menos ficou na expectativa de que a vitória viesse quando o time rondou a área adversária com frequência.

ANDRÉ LUÍS

Antes do intervalo, a chance de gol da Ponte se resumiu ao lançamento do volante Lucas Mineiros para André Luís, no lado esquerdo, que, em leque toque colocou a bola no poste esquerdo do goleiro João Carlos.

O time pontepretano não evoluía com tentativas de avanço do lateral-direito Igor, e pior ainda pelo lado de Danilo Barcelos, na lateral-esquerda, pois ora recuava a bola, ora optava por alongá-la com sucessivos erros.

A rigor, o fato de ter cobrado o escanteio que resultou no gol de cabeça de André Luís, aos 27 minutos do segundo tempo, não modifica o erro cometido por Kleina ao escalá-lo e preterir Nicolas.

Em nada acrescenta favoravelmente a Barcelos ter cobrado falta em que a bola explodiu no travessão.

Diferentemente daquilo que afirmam tratar-se de jogador em má fase, o correto é admitir futebol fraco aquele praticado por ele, com méritos resumidos em alguns lances de bola parada.

Considerando-se as limitações do CRB, que luta contra o rebaixamento, a Ponte não fez nada mais de que a obrigação ao vencer a partida.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos