Velha jogada de fundo de campo e cabeceio dão vitória ao Cruzeiro sobre o Timão

Thiago Neves marcou o gol da vitória do time mineiro

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Treinadores de futebol debruçam em estudos sobre formatação tática, buscam atualizações no mercado europeus, mas no frigir dos ovos o recurso básico para se chegar a vitória é bem antigo: levar a bola ao fundo de campo, rente a linha, e aí aquele infalível cruzamento pra trás, que invariavelmente encontra meias e atacantes de frente para o cabeceio e zagueiros adversários de lado.

Foi assim que o Cruzeiro construiu a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians na noite desta quarta-feira no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG), na primeira partida da final da Copa do Brasil.

No lance, aos 44 minutos do primeiro tempo, o lateral-esquerdo Egídio, do Cruzeiro, escapou da marcação de Romero, e no cruzamento encontrou três companheiros na área, entre eles o meia Thiago Neves livre, que testou e ainda contou com a sorte de a bola desviar no zagueiro Henrique antes de entrar.

PRIMEIRO TEMPO

O Cruzeiro foi melhor, notadamente durante o primeiro tempo quando propôs o jogo, enquanto no segundo tempo teve mais preocupação em administrar a vantagem, visto que o Corinthians mudou de postura.

Se no início os corintianos optaram por se resguardar e raramente rondaram a área Cruzeiro, após o intervalo saíram mais para o ataque, sem que isso ocasionasse em chances de gols.

Em indecisões na bola aérea da zaga corintiana, o Cruzeiro ainda teve chance de ampliar a vantagem com Barcos e Dedé, mas as testadas foram para fora.

LEITURA DE JOGO

Se em partidas normais de futebol treinadores têm dificuldade para controlar tensões, é natural que numa final como esta da Copa do Brasil os treinadores Mano Menezes e Jair Ventura Filho, respectivamente de Cruzeiro e Corinthians, ficassem nervosos.

Quando isso acontece, falta ao treinador leitura mais adequada de jogo.

Mesmo com o Corinthians mais adiantado durante o segundo tempo, Jair Ventura não conseguiu colocar velocidade em seu time e ainda sacou o jogador mais criativo: Jadson.

Mano Menezes sequer observou que a excessiva vigilância sobre o seu atacante Rafinha, pelo lado esquerdo do Cruzeiro, recomendava que ele se alternasse pela direita, fato que ocorreu circunstancialmente após o 35º minuto do segundo tempo.

Ora, se o lateral Facner pauta pela boa marcação e ainda contava com sucessiva recomposição, o prudente seria Rafinha mudar de lado ainda no primeiro tempo ,para desenvolver o seu futebol rápido e hábil.

Enfim, entende-se a situação de Mano Menezes. Final de competição, com adrenalina a ‘mil’, isso é natural.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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