Ponte beneficia Guarani com vitória sobre o concorrente CSA

Time pontepretano arrancou resultado por 2 a 1, em Maceió

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

No complemento dos jogos na noite desta sexta-feira da Série B do Campeonato Brasileiro, o grande beneficiado foi o Guarani, que joga apenas na tarde do sábado em Campinas, contra o Avaí.

A vitória da Ponte Preta sobre o CSA em Maceió (AL), por 2 a 1, segura o time alagoano nos 50 pontos, enquanto a derrota do Atlético Goianiense em seus domínios, também por 2 a 1 para o Sampaio Corrêa, o faz patinar nos 45 pontos.

A questão que se coloca é se o bugrino - analisando perspectiva de classificação - teria aplaudido a vitória da Ponte, ou nem por decreto, considerando-se a rivalidade campineira?

A rigor, o jogo no Estádio Rei Pelé ficou à caráter à Ponte Preta diante do CSA, após abrir o placar com um minuto, em cruzamento do lateral-direito Igor completado pelo meia Matheus Vargas.

Se naturalmente o CSA, na condição de mandante, proporia o jogo, claro que, em desvantagem, se atiraria ao ataque.

Embora se constate compactação dos jogadores do CSA, e a bola evolui até as proximidades da área adversária - no caso da Ponte -, o certo é que o time não se pauta por velocidade e acaba sendo previsível diante de forte bloqueio, como fez o time pontepretano, que adotou postura de marcação com duas linhas de quatro.

CONTRA-ATAQUES

Com a configuração do jogo, o CSA ofereceu generosos espaços para a Ponte Preta contra-atacar. Por isso a vantagem já poderia ter sido ampliada com o atacante Júnior Santos, em jogada puxada por Igor, mas o desfecho não foi satisfatório.

O segundo gol pontepretano, ainda no primeiro tempo, ocorreu em contra-ataque que começou com André Luís e terminou em finalização do lateral-esquerdo Danilo Barcelos, que acompanhava a jogada pelo lado direito, aos 38 minutos.

SEGUNDO TEMPO

Marcelo Cabo, treinador do CSA, ‘queimou’ duas alterações no intervalo.

Sacou o ineficiente centroavante Alemão e colocou em campo Rubens, que igualmente nada acrescentou.

Mexida mais ousada foi a troca do lateral-esquerdo Rafinha para entrada do atacante de beirada Hugo Cabral, também sem efeito prático.

No frigir dos ovos, a Ponte, em contra-ataques, poderia ter ‘matado’ o jogo não fosse a precipitação do atacante Victor Rangel, que, em vez de finalizar, preferiu tocar a bola para Bruno Ramires, que estava impedido.

O sistema de marcação pontepretano suportou o assédio do CSA até que, em vacilo, propiciou que o zagueiro Matheus Lopes concluísse bola cruzada pelo meia Daniel Costa aos 48 minutos do segundo tempo.

REBAIXAMENTO

A vitória praticamente livra a Ponte do risco de rebaixamento, e faz o seu torcedor fanático ainda sonhar com uma pontinha de esperança de que o time possa se deslanchar e vencer as partidas restantes.

Já se coloca dúvida se o CSA terá realmente condições de brigar pelo acesso. Praticamente certa são as duas vagas para Goiás e Fortaleza. As outras duas estão em aberto.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos