Torcedores do Colo Colo que acreditavam no milagre ‘dançaram’; deu Palmeiras

Time palmeirense avança à semifinal da Libertadores

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Sobre a supremacia do Palmeiras na construção da vitória sobre os chilenos do Colo Colo por 2 a 0, na noite desta quarta-feira em São Paulo, não há o que se discutir. O time já é semifinalista da Libertadores.

O intrigante é como um pequeno grupo de torcedores do Colo Colo ainda se encorajou para se deslocar de Santiago à capital paulista, de avião ou ônibus, na vã esperança de que seu time pudesse reverter vantagem absoluta do Palmeiras.

Como de hábito, a diretoria do Palmeiras deu mais uma salgada no preço do ingresso ao torcedor visitante, e adeptos do Colo Colo tiveram que desembolsar R$ 200 para a chamada inteira, e R$ 100 a meia-entrada.

Fanatismo no futebol provoca irracionalidade em qualquer torcida. É que sempre fica um fio de esperança de reviravolta, até para quem já havia sido derrotado pelo mesmo Palmeiras por 2 a 0, em território chileno.

FELIPÃO

Na ascensão do Palmeiras após saída do treinador Roger Machado, méritos para o sucessor Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que chegou com desconfiança de quem o julgou ultrapassado.

Analista de futebol Washington Rodrigues, o Apolinho, do Rio de Janeiro, tem lá as suas razões quando cita que numeração para definir esquema tático no futebol mais parece número de bonde, mas no caso do Palmeiras, de Felipão, o formato de um 4-2-3-1 fica bem caracterizado.

Ao trazer Dudu por dentro, o treinador ajusta um espaço maior para que seu atleta explora melhor a sua criatividade.

Ao liberar William Bigode para flutuar em todos os espaços do campo, do meio de campo pra frente, Felipão confunde a marcação adversária.

Essas e outras configurações táticas se completam ao tradicional espírito guerreiro que coloca em prática nas equipes que dirige.

Logo, com esses ingredientes, o Palmeiras se candidata a chegar em mais uma final de Libertadores e, paralelamente, à conquista do Campeonato Brasileiro.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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