Com futebol horroroso, meta da Ponte Preta é tentar escapar do rebaixamento

​Time pontepretano ficou no empate sem gol com o lanterna Sampaio Corrêa

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Torcedor pontepretano lamenta o empate sem gols com o lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro, o Sampaio Corrêa, na noite deste sábado no Estádio Moisés Lucarelli.

Grande problema da Ponte Preta é não ter um dirigente sequer com habilidade para lidar com essa coisa chamada futebol.

Por isso eles entram na conversa de empresários que empurram jogadores de baixíssimo nível técnico ao clube, o que implica na montagem num dos piores elencos das últimas décadas.

Não se justifica dificuldades financeiras para se contratar tão mal. Com o mesmo dinheiro gasto era plenamente possível fazer coisa melhor.

A falta de dirigente com discernimento sobre futebol implica em deixar o treinador Marcelo Chamusca fazer aquilo que lhe dá na telha, como se tivesse pleno conhecimento do elenco.

Chamusca: erros primários
Chamusca: erros primários

ERROS DE CHAMUSCA

No paupérrimo futebol mostrado pela Ponte contra o Sampaio Corrêa, Chamusca cometeu erros na escalação e trocas.

Ninguém teve percepção para avisá-lo que o atacante Vitor Rangel é muito fraco? Pior até que Yuri, centroavante revelado nos juniores e já desligado do elenco.

É de se questionar a insistência com o também atacante Júnior Santos, que perde a maioria das jogadas e gols aos montes.

Num time com incrível dificuldade para criar oportunidades, é inadmissível Júnior Santos perder gol a três metros da risca fatal, e com o goleiro Andrey caído. Pois chutou a bola para fora.

Como é possível Thiago Real não conseguir render sequer metade daquilo que sabe?

O que se esperar da escalação do volante André Castro, que quando foi titular nada acrescentou à equipe?

DANILO BARCELOS

Errar cobrança de pênalti é circunstância inerente a quem cobra, e Danilo Barcelos errou.

O problema é que sequer deveria ter sido escalado, como foi citado neste espaço após derrota da Ponte Preta para o Atlético Goianiense.

Pior ainda é escalá-lo na lateral. Sem força física para sequer dar um drible no adversário, alonga a bola ao ataque. E pra marcar, quando enfrenta adversário de velocidade - como ocorreu após entrada de Bruninho no segundo tempo - não consegue acompanhá-lo.

Logo, é injustificável a escalação dele.

ANDRÉ LUÍS

O que se vê, então, é todo adversário dobrar a vigilância sobre o atacante André Luís, certo de que isso já seria o suficiente para anular a principal válvula de escape da Ponte.

Diante desse cenário, o sonho de acesso já era pra Ponte Preta, que precisa se planejar para somar rapidamente 45 pontos e com isso escapar do rebaixamento à terceira divisão do futebol nacional.

Não fossem duas defesas difíceis do goleiro Ivan, em finalizações de Marcos Aurélio e João Paulo, o mal teria sido maior à Ponte.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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