Guarani se nivela ao CRB e tem que se contentar com empate em Maceió

Erros do time bugrino começaram com equívoco de Louzer na escalação

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

O inacreditável acontece nesta Série B do Campeonato Brasileiro. O Guarani conseguiu ser pior de que o CRB na tarde desta sexta-feira em Maceió (AL). Por isso ficou no lucro com obtenção do empate por 1 a 1.

O Guarani só deu uma melhoradinha após entrada em campo do atacante Bruno Mendes aos 27 minutos do segundo, no lugar de Marcão.

O que teria o CRB pra incomodar o Guarani?

Apenas o atacante veloz e driblador, caso de Igor. Coloque na conta do lateral-direito Diego Mateus transição rápida ao ataque, sem que demonstrasse capacidade nos cruzamentos ou definição do passe.

Apesar das limitações do CRB, ficou claro que o treinador Doriva consegue compactar bem os jogadores no processo de evolução ao ataque. Aí, quando o time se aproxima da área adversária, falta qualidade para a complementação das jogadas.

LOUZER

Equívocos do Guarani começaram com a escalação da equipe.

Não se contesta o fato de o treinador Umberto Louzer ter optado pela entrada do meia Rondinelly.

O titular Rafael Longuine não tem convencido e argumenta-se que está desgastado fisicamente.

Problema é que Rondinelly não jogou absolutamente nada, exceto a bola de cabeça que ganhou na disputa com Wellington Carvalho, e a testada atingiu a trave aos cinco minutos do segundo tempo.

Erro de Louzer foi na escolha de Marcão como centroavante, contrariando a lógica de jogadores rápidos no ataque, considerando-se que havia proposto jogar no contra-ataque.

Nem que Louzer quisesse justificar a entrada de Marcão para a bola aérea defensiva, para ajudar nas disputas pelo alto com o cabeceador Neto Baiano, a justificativa seria aceita.

Se o objetivo do Guarani era explorar velocidade nos contra-ataques, a recomendação seria abdicar do centroavante e optar por jogador de beirada com as características de Bruno Xavier.

TRÊS VOLANTES

Como o Guarani foi escalado com três volantes, a marcação teria que ser encurtada nos homens do time alagoano, que chegavam ao ataque na condução da bola.

Incrível a distância que Ricardinho, Willian Oliveira e Fabrício Bigode deram aos adversários para que dominassem, girassem, e dessem continuidade às jogadas.

Sorte do Guarani que o CRB fez uma fumaça no ataque, sem que as jogadas fossem concluídas. Assim, o goleiro bugrino Agenor nem precisou ser exigido na primeira fase.

BOLA NA TRAVE

A cabeçada do meia Rondinelly no primeiro pau, logo aos cinco minutos do segundo, com a bola chocando-se na trave, não era indício de melhora de rendimento do Guarani.

Casualmente Fabrício Bigode avançou pela direita e fez aquele cruzamento.

Sabiamente, no segundo tempo, Louzer providenciou mudança de lado de Bigode, para que ajudasse o lateral Kevin na marcação, visto que Igor levava vantagem por ali.

No chute rasteiro de Ricardinho, de fora da área, três minutos depois, plenamente defensável, o instável goleiro João Carlos se atrapalhou, e com dificuldade cedeu escanteio.

Com maior participação ofensiva, o CRB chegou ao gol aos 18 minutos, através de cobrança de pênalti, em lance que o rápido Igor se desvencilhou do instável zagueiro Édson Silva.

BRUNO MENDES

Como Bruno Mendes entrou em campo aos 27 minutos, e o Guarani teria que atacar em busca do empate, o objetivo foi atingido seis minutos depois.

No cruzamento rasteiro da esquerda, através do lateral Pará, Mendes se antecipou à marcação e resvalou na bola, de forma defensável ao goleiro João Carlos, que acabou vazado: 1 a 1.

Depois disso o CRB insistiu em alçar bola ao interior da área bugrina, ocasião em que se sobressaiu o goleiro Agenor, na interceptação.

O resultado distancia o Guarani do pelotão de cima, mas as chances continuam vivas.

Ficou claro que o time precisa melhorar pra que seja retomada a confiança do torcedor.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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