Se a Ponte aproveitasse chances de ouro, sairia de Belém com goleada de 8 a 0

Na vitória por 4 a 0 sobre o Paysandu, pontepretano desperdiçam lances de gols

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Imprevisibilidade é a marca deste fraco Campeonato Brasileiro da Série B.

Como explicar que a tão contestada Ponte Preta fosse aplicar goleada por 4 a 0 sobre o Paysandu, em Belém do Pará, na noite desta terça-feira?

Quem supunha que se aproveitasse outras quatro chances claras de gols teria ampliado o placar para 8 a 0?

Teria sido uma exibição de gala do time pontepretano? Claro que não, por mais paradoxo que pareça.

Ponte não deixou Paysandu respirar em Belém
Ponte não deixou Paysandu respirar em Belém
Três motivos justificam a vitória pontepretana: atacantes Hyuri e Júnior Santos fizeram a diferença, aplicação da boleirada na marcação e um Paysandu que abusou de direito de errar.

Só os deuses do futebol pra explicar como uma partida de futebol se transforma de um minuto para outro.

Atordoada em campo devido à vários desfalques, a Ponte havia proposto se defender contra um adversário sem criatividade, mas que procurava colocar velocidade nas jogadas e teve duas faltas favoráveis nas proximidades da área pontepretana com 12 minutos de partida, uma delas com a bola chutada pelo meia Pedro Carmona raspando a trave esquerda do goleiro Ivan.

Três minutos depois, em cabeçada de Renato Augusto, a bola chocou-se contra a trave pontepretana.

Aí a Ponte acordou. No desdobramento da jogada, em bola rebatida pela zaga do Paysandu, o volante Nathan acertou chute indefensável de fora da área: 1 a 0.

JÚNIOR SANTOS

Além do desdobramento na marcação, a Ponte não se organizava e o goleiro Ivan evitou gol contra do zagueiro Reginaldo.

Quando zagueiro Diego Ivo quase marcou de cabeça, era prenúncio de que o Paysandu estaria na iminência do empate.

De repente, em chutão ao ataque pontepretano, a bola caiu nos pés de Hyuri, que se desvencilhou do zagueiro Edmar, e colocou Júnior Santos em condições de arremate: 2 a 0.

O Paysandu já estava desmontado em campo antes disso, quando Danilo Barcelos perdeu gol feito em jogada pessoal de Júnior Santos, assim como Hyuri se precipitou na cara do gol e perdeu.

Como a noite era de Júnior Santos, antecipou-se ao zagueiro Diego Ivo em cruzamento de Barcelos, logo aos quatro minutos do segundo tempo, sepultando de vez qualquer chance de reação do time da casa.

HYURI

Insaciável, a Ponte queria mais e aproveitou a ‘buraqueira’ na defesa do Paysandu, para impor ao adversário o vexatório placar de 4 a 0, aos 16 minutos.

Após rebote defensivo do Paysandu, a bola foi recolocada à área e o lateral-esquerdo Diego deu condições para que Hyuri continuasse na jogada e tocasse a bola pra rede.

Engana-se quem sugere que a Ponte quis administrar a vantagem. Ao observar falhas defensivas adversárias, teve chances de ampliar, mas caprichosamente a bola caiu nos pés de Ruam e Reginaldo cara a cara com o gol, sem quem soubessem aproveitar.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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