Postura tática equivocada tem influência na derrota do Corinthians

Timão escapa de sofrer goleada do Colo Colo, no Chile

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

O Corinthians saiu no lucro mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Colo Colo em Santiago do Chile, na noite desta quarta-feira, pela Libertadores.

Uma defesa no puro reflexo do goleiro corintiano Cássio, e um incrível gol perdido pelo chileno Perez no segundo tempo indicariam goleada da equipe mandante, enquanto os brasileiros não criaram absolutamente nada ofensivamente.

Por que o Corinthians jogou tão mal diante de um adversário apenas voluntarioso?

Razões são diversas, a começar pelos laterais Fagner e Danilo Avelar preocupados apenas em defender.

Osmar Loss: postura equivocada
Osmar Loss: postura equivocada
Atuações apagadas de jogadores que tem se destacado como Jadson e Romero contam muito.

Considere que a postura tática adotada pelo treinador Osmar Loss foi equivocada.

Posicionou o ataque com Pedrinho aberto pela direita e Clayson na esquerda, porém isolados.

Assim, ambos sucumbiram diante de dura e até violenta marcação chilena com três zagueiros, dois marcando e um na sobra.

Na maioria das vezes Pedrinho e Clayson receberam bola alongada e tiveram de prendê-la pela falta de aproximação de companheiros.

Em circunstâncias como essa, homens de beirada precisam flutuar e procurar aproximação de companheiros.

O treinador do Colo Colo Hector Tapia usa linguagem bem manjada no futebol aos seus zagueiros: ‘chega junto’.

O ‘chega junto’ é o mesmo que ‘rasga’, ou como se dizia antigamente ‘bola ou bolim’, isto é: passa a bola, mas não passa o adversário.

JUIZÃO COMPLACENTE

Assim, apelando e com complacência do árbitro colombiano Wilmar Roldam, o apenas voluntarioso time chileno construiu o resultado ainda no primeiro tempo com o gol de Carmona, que aproveitou rebote do goleiro Cássio.

Não bastasse tudo isso, o volante corintiano Gabriel ainda prestou o desserviço de cometer falta violenta e desnecessária no meio de campo, aos oito minutos do segundo tempo, que resultou em expulsão, visto que já estava ‘amarelado’.

O intrigante em confrontos de clubes brasileiros com sul-americanos é a diferença como se faz a chamada ‘parede’ ofensivamente.

Enquanto os chilenos, de costas para o adversário, iam ao encontro da bola para fugir da marcação e o passe era sintomático, visando fluxo da jogada, corintianos esperavam a bola chegar aos pés, com adversário no ‘cangote’.

Isso aconteceu com o Corinthians em Santiago e tem se repetido em confrontos de brasileiros com clubes da América do Sul, sem que haja preocupação de se corrigir essa postura.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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