Ponte troca saída de bola por chutões à frente pelo goleiro Ivan

Por falha de planejamento, defensores não estão condicionados a trabalhar a bola

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Independentemente de recursos pra contratações, planejamento para montagem de elenco é coisa que passa longe no departamento de futebol da Ponte Preta.

Exemplo? O clube foi incapaz de montar um sistema defensivo com jogadores talhados para sair jogando.

O que se vê é o goleiro Ivan dando chutões (na linguagem dos boleiros é quebrar a bola) em quase todas as reposições, seja em cobranças de tiro de meta, seja após agarrar a bola.

Se os zagueiros Renan Fonseca e Léo Santos têm o hábito de desfazer da bola mesmo em situação relativamente tranquila; se os laterais Igor e Ruam são desarmados na tentativa de conduzir a bola, claro está que esse aspecto de saída de bola não foi pensado pela comissão técnica.

JOÃO VITOR

Uma das alternativas sequer projetada pelo treinador interino João Brigatti seria condicionar o volante João Vitor a se deslocar às laterais, a fim de iniciar a jogada do campo defensivo.

Pressupõe-se que assim seria possível imaginar valorização de posse de bola, em vez de chutões sem rumo, na base do ‘seja o que Deus quiser’.

Esse tipo de bola quebrada na maioria das vezes favorece ao adversário para rechaçá-la, e isso exige desdobramento do time pontepretano, obrigado a correr sem a bola para marcação e tentativa de desarme.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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