Quem viu o futebol improvisação é difícil trocá-lo pelo formato pragmático

Estilos diferentes têm sido discutido nesta Copa

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Filósofo de botequim lascou o bordão ‘gosto é gosto e não se discute’, em mil novecentos e bolinha, e não há como contestá-lo.

Imaginem se se todos gostassem da loira, o que seria da morena? Eis aí mais um velho bordão que jamais perde a atualidade.

Esse preâmbulo responde bem conflitos de interpretações de gerações sobre mudanças na forma de se jogar futebol.

Cabe sim respeitar aqueles que admiram o futebol pragmático e de resultados praticado pela maioria das seleções nesta Copa do Mundo.

Que respeitem igualmente a singularidade do talento do passado, que em lampejos decidia partidas.

Logo, o boleiro bem acima da média adicionava a cobrada eficiência ao brilho pela singularidade.

DRIBLES ESTONTEANTES

A mania de reinventar jogadas com dribles estonteantes a cada partida nos deixava de queijo caído. Era a vitória da improvisação sobre o programado.

E não é preciso recuar estupidamente no tempo pra traçar comparativos.

Basta que rebusquemos exemplos como de Ronaldo Fenômeno, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Maradona, todos capazes de aplicar consecutivos dribles em adversários num curto espaço de campo.

Não cabe a contestação de que nos tempos deles corria-se menos de que hoje. O congestionamento nas proximidades da área defensiva era o mesmo, com o diferencial que representavam a essência do futebol bem jogado.

Hoje, o que se vê são atletas que rodam a bola lateralmente em busca de brecha para a penetração, e como elas custam a aparecer a obviedade goleia o improviso.

Certamente por isso no passado o futebol tinha mais admiradores.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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