Comando da Seleção Brasileira ignorou que estatura faz diferença em Copa

Raros são os jogadores com estatura superior a 1,80m de altura

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Na reflexão pós-Copa sobre o ‘stafe’ da Seleção Brasileira, a pergunta que não quer calar é por que foram convocados jogadores de média estatura, considerando que seleções europeias priorizaram jogadores altos?

Foi-se o tempo em que para eventos esportivos dizia-se que tamanho não é documento. Não é uma ova!

Evidente que a pergunta sobre montagem de um grupo com jogadores altos deveria ter sido feita bem antes do evento na Rússia, mas é obrigação de quem faz planejamento da Seleção Brasileira considerar esse aspecto. É notório que bolas altas, quer defensiva como ofensivamente, fazem a diferença.

A escolha de atacantes brasileiros de estatura média foi uma desproporção para se ganhar jogadas pelo alto daqueles brutamontes europeus, de quase dois metros de altura?

Pouca gente se deu conta que os atacantes Willian, Neymar e Gabriel Jesus medem 1,75m de altura.

Pior ainda nas laterais. Saibam que Facner jogou na direita com 1,68m e Marcelo 1,74m.

PHILIPPE COUTINHO

Quem avaliar o meio de campo vai constatar Philippe Coutinho com 1,72m, Paulinho 1,81m e Casemiro 1,85m, apenas um centímetro inferior ao zagueiro Miranda e dois a mais que o outro zagueiro Thiago Silva.

Digamos que o atacante Douglas Costa procurou compensar a estatura de 1,72m com dribles em velocidade, mas o treinador Tite e companhia não avaliaram estaturas aquém dos concorrentes, como as de Taison com 1,69m, e mesmo tamanho de Fred e Fernandinho: 1,77m.

BÉLGICA

Quem ainda não teve curiosidade para conferir estatura dos grandalhões da Bélgica, cabe a informação que cinco jogadores daqueles que enfrentaram a Seleção Brasileira têm mais de 1,90m. Outros três estão entre 1,86m e 1,87m de altura.

O mais baixo do time justifica vaga. Afinal, é o mais talentoso do grupo: Hazard, com 1,73m.

Espiem alturas de jogadores da Inglaterra, França e Rússia, e constatem recrutamento de jogadores altos.

Eis aí, portanto, mais uma exigência na formação de equipes de futebol em geral.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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