Vitória não apaga os ‘manjados’ pontos falhos da Ponte Preta

​Jogo contra o Brasil em Pelotas apresentou várias alternativas

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Na tela abaixo a análise é sobre o empate que o Guarani cedeu ao Vila Nova no apagar das luzes, como diziam antigos narradores de rádio.

Ponte Preta e Brasil de Pelotas protagonizaram um dos jogos mais malucos deste Campeonato Brasileiro da Série B, no Sul do país, na noite deste sábado.

Quem disser que a vitória pontepretana por 2 a 0 ficou barata para o time gaúcho, dependendo do ângulo de avaliação não estará errado.

Quem opinar que as incríveis defesas do goleiro Ivan evitaram que a Ponte saísse derrotada, igualmente não pode ser contestado.

Logo, está claro que esse time da Ponte é sujeito a chuvas e trovoadas.

Enquanto os dirigentes não contratarem mais um meia e dois atacantes - além do lateral-direito Ruan, que vem do Inter (RS) -, não há perspectiva de crescimento na competição.

JÚNIOR SANTOS

O atacante Júnior Santos torrou de vez a paciência do torcedor pela irregularidade. Perde nove das dez jogadas que participa. Perdeu gol incrível após driblar o goleiro Marcelo Pitol, aos 30 minutos do segundo tempo, justamente quando a vitória pontepretana estava ameaçada.

A favor dele apenas o acerto no passe de um metro para o meia Murilo arriscar chute rasteiro, de fora da área, e colocar a bola no canto direito do goleiro do Brasil, aos 42 minutos do primeiro tempo.

Curiosamente, o gol saiu quando o Brasil já havia equilibrado a partida, após predominância da Ponte nos primeiros 32 minutos, com marcação forte no meio de campo e lucidez do atacante André Luís, até ter sido caçado maldosamente por Lonrency, e ter dado lugar para Murilo.

Aos 38 minutos o travessão do goleiro Ivan balançou com o chute forte de Itaqui, em cobrança de falta. Oito minutos depois, Lourency exigiu precisa defesa de Ivan.

MAIS IVAN

A entrada do atacante Kaio no lugar de Toty dinamizou o time do Brasil, e as conhecidas deficiências da Ponte ficaram ainda mais evidenciadas.

Danilo Barcelos não construía jogadas ofensivas e sequer coadjuvava Orinho na marcação.

Já o lateral-direito Igor, além das limitações quando ataca, foi envolvido na marcação.

No meio, o ritmo de André Castro foi reduzido no segundo tempo, e o meia Thiago Real fez a pior partida com a camisa da Ponte.

Reflexo disso foi a pressão do Brasil, que só não empatou por erro de pontaria de seus jogadores, e quando Ivan operou dois milagres em jogadas consecutivas: finalização de Lourency e depois, caído, quase na risca fatal, defendeu chute cara a cara de Michel.

PAULINHO

Naquela altura, o volante Paulinho já havia entrado no lugar do cansado Orinho, Barcelos ocupou a lateral, e o time pontepretano se recompôs em campo.

Além de impedir sucessivos avanços do Brasil, passou a ter consistência nos contra-ataques.

Em três minutos a Ponte ficou na cara do gol adversário, a partir dos 29 minutos: Thiago Real completou para as redes, mas a arbitragem marcou impedimento, em lance que deixou dúvida. Depois Júnior Santos perdeu o gol feito, e Murilo chutou a bola na perna do goleiro.

Como o Brasil partiu para o ‘tudo ou nada’, permitiu buracos em sua defesa. Foi quando Marcelo Pitol rebateu chutes consecutivos de Danilo Barcelos e Murilo, mas Paulinho marcou aos 41 minutos: Ponte 2 a 0.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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