Constatação inequívoca: Renato Cajá, um ex-jogador em atividade

Aos 33 anos de idade, jogador já não consegue desenvolver o futebol do passado

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Convenhamos que o meia Renato Cajá, que vai completar 34 anos de idade em setembro, é um atleta de sorte.

Aquela vitoriosa passagem pela Ponte Preta entre 2014-15 deu-lhe ampla visibilidade e rendeu-lhe posteriormente contratos salariais compensadores.

Naquela penúltima passagem pela Ponte marcou 13 gols em 43 jogos.

Logo, jorraram na conta bancárias dele ‘petrodólares’ do Sharjah dos Emirados Árabes, entre os anos 2015-16, mas sem a devida compensação de retorno futebolístico: apenas um golzinho em 17 jogos.

Aí, ao reconduzi-lo ao elenco no Brasileirão do ano passado, a Ponte sonhou com aquele requisitado meia lançador, exímio cobrador de faltas e temor a adversários.

O erro foi não avaliar que, na transferência da Ásia ao Bahia, ele foi reserva no time então comandado pelo treinador Guto Ferreira, que o conhece nos mínimos detalhes.

Que decepção a última passagem de Cajá pela Ponte! Em 25 jogos jamais conseguiu entrar em forma, e o reflexo disso foi a marcação de um golzinho apenas e raríssimas assistências.

GOIÁS

Assim, ao se desligar da Ponte em novembro passado, após fatídico jogo contra o Vitória, em Campinas, marcado pelo rebaixamento à Série B, consta no histórico dele paralisação de atividades em clubes até abril passado, quando o Goiás optou por contratá-lo depois de duas derrotas seguidas nesta Série B.

A quantas anda o futebol de Cajá?

Pálida atuação no empate por 1 a 1 diante do Guarani, e relacionado como reserva no confronto contra a Ponte Preta, requisitado para entrar em campo aos 27 minutos do segundo tempo, terça-feira passada, em Campinas.

Aí, a amostragem foi de ex-jogador em atividade. Deu meia dúzia de ‘tapas’ na bola sem qualquer consequência, e cobrou um escanteio na cabeça de jogador pontrepretano.

Isso nos remete ao lógico raciocínio: clubes de futebol não perdem a mania de contratar jogador pelo nome, sem avaliar o real estágio técnico-físico na carreira.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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