Gol de Borja tem assinatura do mineiro Reinaldo e Romário

Atacante colombiano marcou os três gols da vitória palmeirense

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

A vitória do Palmeiras sobre os colombianos do Junior Barranquilla por 3 a 1, na noite desta quarta-feira em São Paulo, nos remete a décadas passadas. E o protagonista disso foi o centroavante Borja, autor dos três gols.

Por que? No lance do segundo, quando ficou cara a cara com o goleiro Viera, ele lembrou dois dos melhores centroavantes do futebol brasileiro de todos os tempos: Reinaldo, do Galo mineiro, e Romário, de clubes cariocas e Seleção Brasileira, de décadas passadas.

A precisão para esperar o goleirão se esparramar no chão e aí optar pela cavadinha foi coisa de craques do passado, quando se sabe que o colombiano Borja não tem essa identificação.

O estilo dele está mais para o ídolo palmeirense das décadas de 60 e 70, César Maluco, de presença na área para aproveitar bola espirrada, reparti-la com a becaiada e empurrá-la pra rede.

PARADOXO

Esse foi um jogo de paradoxos. O mesmo goleiro Vieira que soltou bola defensável no lance do primeiro gol palmeirense, também de Borja, praticou defesa no puro reflexo em lance extremamente criativo.

Borgas recebeu passe de peito do lateral-direito Mayke e encheu o pé, jamais supondo que Vieira fosse defender.

Preocupou, sim, o miolo de zaga palmeirense, que falhou em seguidos lances. Logo, quem livrou a pátria foi o goleiro Fernando Prass, que praticou três defesas notáveis e saiu providencialmente duas vezes da meta para interceptar jogadas perigosas do adversário.

Foi um jogo com erro de arbitragem contra o Palmeiras, visto que no gol do Barranquilla, Teo Guitiérre estava impedido, e o pênalti defendido por Prass não ficou devidamente caracterizado.

JOGADAS DE FUNDO

Apesar da vitória palmeirense, do toque de bola até envolvente por dentro, o time pecou por não fazer variações com jogadas de fundo.

O que se viu foram tímidos apoios dos laterais e atacantes de lado de campo como Willian e Dudu exagerando na diagonal.

A rigor, registro apenas para uma jogada com cruzamento rasteiro bem de fundo de campo, através do lateral-esquerdo Victor Luís.

Os outros cruzamentos foram ao lado da grande área, sem que a bola estivesse no fundo, dois deles no primeiro tempo que criaram embaraço aos colombianos.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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