Debaixo do gol, sem goleiro, volante Petros perdeu gol incrível; ainda assim deu São Paulo

Tricolor paulistano venceu Rosário Central por 1 a 0

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Claro que não será o barulhão da torcida do Flamengo que perturbará a Ponte Preta, no jogo da noite desta quinta-feira no Estádio do Maracanã, válido pela Copa do Brasil.

A tendência natural será ela perder para ela mesmo, visto que não poderá colocar em campo a força máxima.

Sobre o atual estágio do Guarani, muito ainda se tem que discutir, mas há tempo para isso. O time terá um longo descanso para voltar a participar do Campeonato Brasileiro da Série B.

Sendo assim, a imagem inaceitável da noite desta quarta-feira foi o gol perdido pelo volante Petros, do São Paulo. Inacreditável. Debaixo do gol, sem goleiro, o atleta conseguiu pegar na ‘orelha’ da bola, como se diz na gíria do futebol, e chutá-la pra fora.

Quem não se interessou pra conferir a vitória do São Paulo sobre o Rosário Central da Argentina por 1 a 0, pela Sul-Americana, no igualmente barulhento Estádio do Morumbi, que mate a curiosidade na observação dos lances capitais da partida.

Você pode até argumentar que função de volante é desarmar e, se muito, passar a bola corretamente.

Discordo. Então por que atletas sem a mínima intimidade pra empurrar a bola pra rede se aventuram ao ataque?

NENÊ

Atacante são-paulino Nenê também perdeu gols feitíssimo, chutando em cima do goleiro adversário, cara a cara, ainda no primeiro tempo.

Sorte de ambos foi que o ex-pontepretano Reinaldo limpou a barra a ganhar jogada no seu estilo característico de garra, chutar a bola, vê-la chocar-se no poste esquerdo, mas, no rebote, o atacante Diego Souza a tocou pra rede.

Não bastasse o gol perdido, Petros ainda arrumou expulsão quase no final da partida. Logo tem que ser malhado duplamente.

A cultura do futebol implica em críticas a goleiros que falham, mas inocenta boleiro que perde gol feito. Isso precisa ser modificado.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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