Guarani superestimou o limitado Fortaleza e foi castigado no final

Time bugrino estreia com derrota no Estádio Castelão

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

O Guarani ficou se deliciando com o título do Campeonato Paulista da Série A2 e deixou de conferir o perfil de seu adversário na estreia do Campeonato Brasileiro da Série B, caso do Fortaleza.

É natural que as ausências dos melhores da equipe bugrina, como os atacantes Erik e Bruno Mendes, e o meia Bruno Nazário pesaram para que o treinador Umberto Louzer adotasse postura mais defensiva.

Todavia, caso tivesse constatado previamente informações publicadas pelo colunista cearense Alan Neto, na edição online do jornal O Povo de Fortaleza, e reproduzida neste espaço, não respeitaria demasiadamente o adversário.

O preço da cautela foi a derrota por 2 a 1 na noite desta sexta-feira, no Estádio Castelão, no Ceará.

CASTIGO

Claro que foi um castigo o Guarani sofrer o gol da derrota aos 49 minutos do segundo tempo, em perfeita cobrança de falta do atacante Gustavo.

Evidente que o empate espelharia com fidelidade o pobre futebol apresentado por ambas equipes. Cabe acrescentar que, embora confuso, o Fortaleza foi mais persistente em busca da vitória.

O analista cearense Alan Neto havia criticado duramente o trabalho do treinador Rogério Ceni, citando que o time não tem qualquer sentido de organização.

Como na prática se constatou um Fortaleza confuso, questiona-se por que Louzer optou para que o Guarani marcasse atrás da linha da bola? Por que quis se defender e fazer opção pelo contra-ataque, considerando-se que apenas Pedro Bertoluzzo ficou isolado na ofensiva, justamente ele que não é jogador de velocidade?

Como só o Fortaleza atacava, evidente que em uma das falhas defensivas o Guarani poderia sofrer o gol.

Pois isso aconteceu quando o lateral-direito Tinga, do time cearense, se desvencilhou dos defensores bugrinos Ânderson e Marcílio, e finalizou sem chances de defesa para o goleiro Bruno Brígido aos 18 minutos do segundo tempo.

BERTOLUZZO EMPATA

Em desvantagem, era natural que o Guarani fosse atacar. Foi aí que em dois lances consecutivos empatou a partida.

Primeiro em finalização de Rondinelli, com defesa do goleiro Matheus Inácio. E, na cobrança de escanteio, Caíque ganhou a bola por cima, testou, houve rebote do goleiro, e Bertoluzzo empatou aos 29 minutos.

E como o Guarani havia despertado para a partida, Bertoluzzo quase virou o placar em chute que a bola atingiu o peito do goleiro adversário.

PRESSÃO

Era natural que o Fortaleza fosse pressionar nos minutos derradeiros, ocasião que o Guarani tentou sustentar o empate. Naquela altura, o zagueiro Edson Silva estreava na equipe no lugar do atacante Bertoluzzo.

Aí, a um minuto para o final, em falta cometida pelo volante Ricardinho nas imediações da área, Geraldo encobriu a barreira e converteu.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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