Treinador da Roma criou alternativas na bola aérea para ganhar do Barcelona

​Com surpreendente goleada por 3 a 0, time italiano garantiu vaga

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Como analista de futebol, teria obrigação de me atualizar sobre jogos dos europeus. Eis a falha: vejo-os bem de vez em quando.

E ao conferir a surpreendente goleada da Roma sobre o Barcelona por 3 a 0, pela Liga dos Campeões, na terça-feira, tenho que me render à competência do treinador Eusebio Di Francesco, do time italiano.

Como a Roma teria obrigação de se lançar totalmente ao ataque, na tentativa de reverter placar favorável ao adversário no primeiro confronto, Eusebio preparou o seu time com quatro ou até cinco jogadores para o cabeceio em bolas cruzadas, durante toda extensão da linha da pequena área.

Não se trata apenas de bola parada. Mesmo em movimento, ele fez questão de projetar esse número até exagerado de jogadores para o cabeceio, sem temor que pudesse deixar buraco para que o adversário o explorasse em contra-ataques.

MANOLAS

Portanto, não foi por acaso que Manolas marcou o terceiro e decisivo gol da Roma. Em diversas outras ocasiões, o time teve chance de chegar ao gol no cabeceio.

Parabéns, Eusebio. É sempre uma satisfação deparar com treinador que pensa alternativas diferentes para atingir os seus objetivos.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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