Que Umberto Louzer e Doriva não voltem a ser pandjangos na competição

Treinadores de Guarani e Ponte Preta foram mal na largada

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

A morte do treinador José Teixeira é repercutida no áudio Memórias do Futebol - conotação nacional - e coluna Cadê Você, com enfoque sobre a passagem pelo Guarani.

O radialista Carlos Batista adotou a expressão pandjango, quando estava na Rádio Central de Campinas, para caracterizar o personagem negativo em partida de futebol.

Evidente que nas estreias com derrotas de Guarani e Ponte Preta no Campeonato Brasileiro, pandjangos ficaram ao gosto do freguês nos dois clubes campineiros.

No Guarani, Kevin foi uma negação e Denner apagadíssimo. Caíque se salvou apenas cabeçada que resultou no gol de Bertoluzzo, igualmente inconsistente ao longo da partida em que o Bugre perdeu para o modesto Fortaleza por 2 a 1.

Umberto Louzer
Umberto Louzer

Na Ponte, seu torcedor questiona se o futebol do lateral-direito Tony resume aquilo visto na noite de sábado, na surpreendente derrota em casa para o Paysandu por 1 a 0.

Renan Fonseca e Marciel também se candidataram ao pandjango naquele jogo.

Todavia, não exagera quem relaciona os treinadores Umberto Louzer e Doriva como os pandjangos de Guarani e Ponte Preta.

Insisto que é inadmissível o esperto treinador Louzer não avaliar adequadamente o estágio confuso do Fortaleza para extremos cuidados defensivos do Guarani naquele jogo.

Mesmo com desfalques de jogadores da importância de Bruno Mendes, Erik e Bruno Nazário, convenhamos que dava para o Guarani ser ousado numa defesa adversária que contava com o fraco zagueiro Diego Jussani.

DORIVA

Conhecendo o potencial do atacante André Luís - recém contratado pela Ponte Preta -, a questão é por que Doriva o deixou na reserva, só colocando-o em campo aos 20 minutos do segundo tempo?

Isso até seria admissível numa equipe recheada de opções, o que não é o caso da Ponte Preta.

Como se presumia que o Paysandu fosse montar forte esquema de marcação, é natural se projetar dribladores para tentar furar o bloqueio.

Insisto: por que o treinador pontepretano não escalou os dois principais dribladores de sua equipe, casos de Felipe Saraiba e André Luís?

Por que parceiros da coluna se esquivaram de se manifestar sobre o assunto.

Doriva é reconhecidamente um treinador que sabe distinguir quem é quem no elenco. Então por que quis fazer média com o fraco zagueiro Reynaldo, para depois, por questões táticas, sacá-lo do time, no intervalo?

Oxalá não precisemos criticar duramente Louzer e Doriva, até porque já mostraram competência.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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