Zaga do Penapolense é fraca; Guarani tem obrigação de explorá-la

Time de Penápolis sofreu nove gols em dois jogos

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Como o treinador Umberto Louzer, do Guarani, pediu para que gravassem o jogo em que o Penapolense perdeu para o Portuguesa por 3 a 2, em seus domínios, a preleção à boleirada bugrina, com auxílio do vídeo, precisa ser à moda antiga.

Em circunstâncias como essa o comandante tem que necessariamente aumentar o tom de voz e dizer:

- Se vocês não aproveitarem a moleza dessa fraca defesa do Penapolense, não estão com nada.

Claro que entre quatro paredes o respeito ao adversário é conversa pra boi dormir.

Guarani tem obrigação de superar a defesa do CAP
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Nas entrevistas todos falam que no futebol são onze contra onze, que adversário com esquema fechado dificulta, e por aí vai.

DESCONEXÕES

Todavia, conforme as imagens vão rolando, Louzer precisa detalhar as desconexões do Penapolense, como no terceiro gol sofrido, quando a jogada se desenvolveu com três defensores do time da casa e três jogadores da Lusa.

Nada de sobra. Descuido total, assim como ocorreram em incontáveis lances ao longo da partida.

Contra a Lusa, o Penapolense desconsiderou o elementar no futebol: futebol compactado.

Pareciam meio-campistas e atacantes à moda antiga, que voltavam andando, sem a mínima preocupação com recomposição.

Logo, apesar da fragilidade, o time luso encontrou espaço enorme para trabalhar a bola.

Sim, podem argumentar que atuando em Campinas o Penapolense vai se resguardar e optar pelo contra-ataque, com atacantes velozes.

Só que os seus zagueiros não são confiáveis. Marcam a bola e se descuidam do adversário. São fracos. Por isso sofreram seis gols do Nacional e três da Portuguesa.

VENCER BEM

Trocado em miúdos, é jogo pro Guarani vencer, e bem.

Claro que o futebol de vez em quando prega algumas ‘peças’ quando menos se espera.

No entanto, basta que a boleirada bugrina tenha consciência que o seu time é nitidamente superior ao adversário, necessitando, portanto, temperar técnica à garra para a conquista dos três pontos que podem definir antecipadamente a classificação.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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